Tédio é uma das palavras que nunca será usada para descrever dez anos da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, que dia 9 de março passará a pasta ao aparentemente tranquilo novo eleito António José Seguro. Taticista, Marcelo foi um estratega em Belém, mesmo quando fez da estabilidade política uma bandeira. Criticou o Governo quando este geriu mal o drama dos fogos em 2017, obrigando mesmo António Costa a demitir a MAI da altura. Foi herói a salvar donzelas em perigo no mar, viveu muita proximidade ao povo e acabou vergado por dois duros anos de decisões difíceis e impopulares durante a pandemia da Covid-19. Aguentou demissões e quedas de governos e sofreu ao ver o seu nome envolvido num escândalo de favorecimento. Isso magoou-o pessoalmente e fragilizou-o então junto da opinião pública, das forças políticas e fê-lo cortar relações com o filho, Nuno.
Manuel Castro Almeida esteve no 'Jornal da Noite' da SIC, em representação do Governo, para falar da catástrofe que se abateu sobre a zona centro do País. Mas as coisas não lhe correram bem diante das câmaras.
O antigo jornalista da TVI Júlio Magalhães e o amigo e empresário Manuel Serrão são arguidos, segundo o Ministério Público, da Operação Maestro que envolve alegada fraude com fundos europeus no valor de milhões.
Marcelo bem pode ter virado as costas à praia dos ricos, mas o desfile de celebridades continua nas praias que vão do vale de Garrão e Ancão até ao Gigi, num areal dourado onde tudo é pago a preço de ouro. Nós fomos espreitar e mostramos-lhe quem por lá anda...
O empresário Manuel Serrão foi constituído arguido em maio, no âmbito da Operação Maestro, que investiga um alegado esquema fraudulento de quase 39 milhões de euros.
Nos anos de ouro havia flutes de champanhe a circular de mão em mão no jardim e uma comitiva de empregados trajados que, ao estalar de um dedo, corriam a perguntar se o 'senhor' precisava de alguma coisa. O mítico palacete rosa, na primeira linha do mar, em Cascais, era mais do que a residência de família de Ricardo Salgado, era o símbolo do status, do poder e a linha que separa os que têm dinheiro dos efetivamente muito (podres de) ricos. Perder a mansão é a facada mais certeira no coração dos Espírito Santo.
Num tweet tudo muda. O rosto da Web Summit deixa a conferência em Lisboa no momento de maior sucesso, e maior lucro, com a pressão das gigantes da tecnologia. Na política, a ordem é para manter tudo a andar. Mas será que isso ainda é possível? Fomos aos bastidores perceber o que se está a passar...
Quem é, afinal, Armando Pereira, cofundador da empresa de telecomunicações Altice, que tem um Bugatti de oito milhões, um helicóptero à porta de casa e um campo de golfe, depois de ter feito fortuna em França, para onde partiu com apenas 14 anos de idade?
A defesa do antigo ministro da Economia entregou um pedido de habeas corpus para libertação imediata, mas o Supremo Tribunal rejeitou-o. Está em prisão domiciliária há mais de um ano.