Amigos e familiares contam tudo sobre ela na hora do adeus: o casamento relâmpago com Miguel, o advogado pai do filho Bernardo. As paixões com homens violentos. As relações tóxicas. A fuga para a região Oeste na época do Covid-19. O desencanto com o isolamento no meio do campo e a vontade de mudar de casa. Tudo histórias de uma mulher que gostava de festa, do convívio com as amigas, que falava pelos cotovelos e nunca chegava a horas a lado algum.
A escritora teria visto o seu contrato de arrendamento chegar ao fim, sofria com queixas dos vizinhos e mostrava a sua tristeza por ter de se mudar para a Casa do Artista. Os mais próximos revelam agora o caos emocional em que vivia a bióloga nos últimos meses, e que os fazem ter mais perguntas do que respostas em relação à morte da romancista, cuja partida continua envolta em mistério.
"Foram elas quem tornou possível eu continuar a viver depois de perder tudo", escreveu Clara Pinto Correia sobre as três irmãs, que ficaram ao seu lado, mesmo depois de perder quase tudo. Apesar da solidão em que vivia, na última parte da sua vida, foi o amor de Margarida, Rosário e Teresa que tantas vezes a salvou.
Foi jornalista, escritora, bióloga e investigadora científica, mas no final da vida atormentava-a que isso tudo se tivesse eclipsado em prol de dois momentos decisivos: o caso de plágio e a exposição em que se deixou fotografar pelo então marido durante o orgasmo. Caída em desgraça, exilou-se no Alentejo, onde tentava libertar-se dos seus demónios. "Se eu não fosse capaz de rir na face das minhas desgraças, já tinha enlouquecido há muito tempo", desabafou sobre o que lhe aconteceu, assumindo, no entanto, que o peso de tudo a assoberbava. Foi casada três vezes, mas nenhum dos romances vingou. Salvou-se a amizade com o segundo marido, com quem adotaria os seus dois rapazes, o seu último reduto de amor numa vida de curvas e contracurvas.
Nome respeitado entre a intelectualidade nacional e internacional, a bióloga e escritora teve 3 casamentos, debateu-se contra uma depressão, adotou duas crianças, enfrentou problemas financeiros sérios e sobreviveu a um grave acidente. Hoje, vive longe de Lisboa e está retirada da luz dos holofotes.
Mudanças no Cais do Sodré obrigam espaço icónico a colocar fim a uma história de sucesso. Na despedida, responsáveis deixam mensagem a uma Lisboa que se está a render ao 'brilho e purpurinas'.
Acusado de violência doméstica por parte de Frederica Lima e Nádia Lopes, o ator da TVI enfrenta vive dias muito difíceis. Deve vários milhares de euros em rendas, às mães das duas filhas, ao banco e às finanças.
O ex-concorrente de 'Big Brother' parece não ultrapassar o fim da relação com Ana Águas e as acusações que tem feito à enfermeira e à família não cessam.