A pressão de Dom Afonso de Bragança para encontrar a noiva certa e o que não pode faltar à futura mulher do filho de Dom Duarte Pio
Aos 30 anos, e depois do casamento da irmã do meio, aumenta a pressão para a boda real de Dom Afonso. Sem namorada conhecida, o duque fala à 'Hola' sobre esta e outras questões.Foi há mais de dois anos que o País parou para assistir ao casamento de Maria Francisca, a filha do meio de D. Duarte Pio e Isabel de Herédia, que trocou juras de amor no Convento de Mafra com o advogado Duarte Araújo Martins. O momento teve o condão de 'colar' os portugueses à cerimónia, mas aumentou a pressão sobre Afonso, o primogénito, que desde então é constantemente questionado sobre o mesmo: quando é que chega o momento de subir ao altar?
Até ver, esse dia ainda não está sequer perto, uma vez que não se conhece qualquer namorada oficial ao príncipe, de 30 anos, que esta semana, numa entrevista à revista 'Hola' em que surge ao lado do pai, acabaria por abordar o assunto para falar sobre o grau de exigência que sente em relação à pessoa que venha a estar ao seu lado. "Um dos ensinamentos que me foram transmitidos pelo meus pai é, sobretudo, o de encontrar alguém que entenda isto e esteja disposto a compartir as responsabilidades que a nossa família tem com Portugal e os portugueses", fez saber, acrescentando que sente a forte curiosidade em relação à sua vida pessoal, mas que tenta lidar com naturalidade com o assunto, uma vez que cresceu com os holofotes apontados a si.
"A atenção pública é algo que faz parte do papel que a minha família representa, por isso, em muitos sentidos, pode trazer alguma pressão. Ao mesmo tempo, acho importante manter um equilíbrio e preservar um certo nível de privacidade. No fim de contas, como qualquer outra pessoa, valorizo ter uma vida pessoal que possa continuar a ser, pelo menos em parte, só minha."
Na conversa, Afonso fala ainda de como tem assumido cada vez mais responsabilidades no sentido de acompanhar cada vez mais o pai, Dom Duarte, nas suas responsabilidades reais, algo que temos visto nos últimos tempos, com os três filhos a marcarem presença em diversos compromissos oficiais, o que em conjunto com a magreza do duque de Bragança deu azo a especulações de que algo poderia ir mal com a sua saúde. No entanto, uma fonte próxima de D. Duarte apressou-se a garantir à nossa publicação que não havia motivos de alarme e que, aos 80 anos, o monarca goza de uma boa condição geral.
QUEM QUER CASAR COM DOM AFONSO?
Apesar de tentar fugir ao tema 'casamento', a verdade é que pretendentes não faltam ao príncipe da Beira e duque de Barcelos – pelo menos na teoria. Entre a aristocracia europeia, há nomes que se têm destacado, como as irmãs Maria Carolina e Maria Chiara di Borbone (filhas dos Duques de Castro), cuja proximidade ao filho de D. Duarte Pio e D. Isabel deu que falar. Mas também há quem sonhe com uma união com a princesa Leonor, para fortalecer os laços ibéricos, ou a prima Victoria Federica, como a candidata ideal aos olhos de Jaime de Marichalar, que vê em Afonso o "noivo perfeito" para a filha. Na lista de "pretendentes" há ainda Amália dos Países Baixos ou a princesa Elizabeth da Bélgica.
No entanto, isto seria apenas em teoria, e numa versão muito colada a outros tempos. Se outrora era comum este tipo de enlaces serem como que arranjados por questões de conveniência e emancipação e evolução dos tempos faz com que hoje em dia, essa seja quase uma exceção. As casas reais estão repletas de exemplos de casamento com plebeus, sendo Letizia um dos casos mais famosos, mas não só, o que revela o mundo de possibilidades que se abre, desencorajando casamentos que aparentemente se podem assemelhar a um conto de fadas, mas que na prática redundam quase que num contrato assente numa fachada, que no seu tempo, tinha uma razão histórica.
UMA FAMÍLIA UNIDA E FELIZ
O regime monárquico em Portugal terminou com a proclamação da República no dia 5 de outubro de 1910, altura em que o rei, Manuel III partiu para o exílio, sendo que, aos dias de hoje, apenas D. Duarte Pio, D. Isabel de Herédia e os três filhos nos remetem para estes tempos de castelos, coroas e contos de fadas.
Uma família singular que os portugueses se habituaram a seguir e a acarinhar de uma forma muito especial e que, volta e meia, regressa à esfera mediática em eventos 'sui generis'. Aconteceu a propósito dos 30 anos de casamento de D. Duarte e D. Isabel de Herédia. O enlace, no Mosteiro dos Jerónimos, foi um momento que parou Portugal à semelhança daquilo que, ainda que, a uma outra escala, aconteceria em 2023 com Maria Francisca, a filha do meio, que foi a primeira a casar-se, com o advogado Duarte de Sousa Araújo Martins. Para a ocasião, o Convento de Mafra fechou, líderes políticos foram convidados e veio realeza de toda a Europa. A noiva, então com 26 anos, exalava felicidade, ainda que, muito antes da boda, tivesse tido uma conversa séria com a mãe.
Queria saber qual era o segredo para a relação duradoura e apaixonada dos pais e como é que poderia ter a certeza de que tinha escolhido a pessoa certa. Com a sabedoria dada pela vida, e também a prudência de quem só aceitou o pedido de casamento à terceira, Isabel de Herédia daria um conselho que a filha ouviu e assimilou. “Quando a minha filha ficou interessada no marido e me perguntou o que é que eu achava, o que é que a outra pessoa devia ter, digo sempre: o importante é os valores em que acreditamos, a paixão acaba, o amor aumenta”, disse, acrescentando que tem passado sempre essa mensagem aos três filhos. “Não casem por paixão, casem por amor (…) tenham esse amor, tenham os valores, tentem encontrar alguém que tenha os mesmos valores, que acredite no que acreditamos, que seja uma pessoa de trabalho, uma pessoa curiosa, que tenha senso de humor e que, sobretudo, nos deixe ser o que nós somos. Essa foi a grande qualidade do meu marido: ele nunca me quis mudar e eu também nunca o quis mudar. Não quer dizer que, às vezes, não tenhamos confrontos, mas acho que é importante a pessoa não querer mudar a outra", completou.
Para Francisca e para os irmãos, os pais são, ainda aos dias de hoje, o exemplo de um casal feliz, que sempre quis seguir, ainda que para já só a princesa tenha encontrado o amor capaz de a levar a trocar alianças. Para D. Afonso e o irmão, D. Dinis, tudo permanece ainda em aberto.