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Crise na Zarzuela! Letizia e Felipe VI já começaram a ir aos fundos de reserva e estoiram orçamento da coroa com roupa e férias secretas

Reis têm orçamento congelado há seis anos, mas não cortam nas despesas e só os gastos em segurança para as férias secretas fazem disparar os gastos, que aumentam também com a formação universitária ultra-exclusiva da infanta Sofia.
Por Rute Lourenço | 27 de julho de 2026 às 20:48
Felipe VI e Letizia Foto: Getty Images

A situação financeira da Casa Real espanhola já viveu melhores dias e, de acordo com a revista 'Lecturas', está a revelar-se uma dor de cabeça para a tesouraria do palácio, que viu a verba atribuída à coroa congelar há cerca de seis anos, mas não os gastos, o que quer dizer que anualmente os reis estão a gastar mais do que aquilo que podem, o que se traduz num saldo negativo.

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Atualmente, o valor atribuído a família real está cifrado em 8,4 milhões de euros por ano, a mesma verba que recebem há seis anos, um valor que se tem revelado insuficiente, com os monarcas a ultrapassarem em muito os gastos anuais. De acordo com informações divulgadas pela imprensa espanhola, as despesas de funcionamento da Casa do Rei ultrapassaram novamente o orçamento disponível em 2025, atingindo cerca de 9,4 milhões de euros. Para fazer face à diferença, foi necessário recorrer às reservas financeiras acumuladas, das quais foram utilizados cerca de 983 mil euros. Esta não é uma situação inédita, já que em 2024 também foram mobilizados mais de 2,4 milhões de euros com o mesmo objetivo. O Tribunal de Contas espanhol considera mesmo que a verba atribuída pelo Estado já não é suficiente para suportar os custos anuais da instituição, sobretudo devido ao aumento das despesas com pessoal.

Foto: Foto: Instagram
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No entanto, em Espanha um aumento de uma verba atribuída aos reis, não é vista com bons olhos, até porque muitos consideram que o segredo estaria em cortar despesas consideradas superfluas, como por exemplo o dinheiro que a rainha gasta com o seu guarda-roupa. Apesar de não raras vezes reciclar peças que já havia usado em ocasiões anteriores, a verdade é que o guarda-roupa da soberana é considerado demasiado luxuoso e por vezes até ostensivo, sendo que durante o ano a rainha gastou uma quantia de 44 mil euros só em peças de roupa.

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Outro dos gastos apontados como excessivos prende-se com a educação da infanta Sofia. Se Leonor segue a via militar, por força das circunstâncias de ser herdeira da coroa espanhola, a irmã mais nova escolheu uma prestigiada instituição de ensino parar tirar Relações Internacionais, numa formação que já a fez passar por Portugal, encontrando-se agora a viver em Paris. A universidade é considerada uma das mais elitistas da Europa, sendo que só em propinas a infanta gastará perto de 19 mil euros no Forward College, fora outros gastos alocados à estadia de Sofia agora na cidade luz.

Irmãs reais, Sofia e Leonor, destacam-se como ícones de estilo Foto: Flash
Leonor e Sofia marcam presença nos Prémios Girona com visuais distintos Foto: Flash
Letizia, Leonor e Sofia em passeio. Leonor veste peças acessíveis Foto: Flash
Leonor e Sofia Foto: Flash
Princesa Leonor, infanta Sofia Foto: Flash
Princesa Leonor, Infanta Sofia, Letizia e Felipe VI em Maiorca Foto: Foto: Getty images
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AS FÉRIAS SECRETAS QUE ASCENDEM AO MEIO MILHÃO

Há um outro detalhe que tem irritado os espanhóis na hora de fazer contas aos gastos dos reis. É que se Sofia e Juan Carlos passavam anualmente as férias na casa de veraneio em Palma de Maiorca, Letizia e Felipe parecem querer distância do Palácio Marivent. Anualmente, em agosto, os monarcas dirigem-se à ilha balear para dar início a uma espécie de tradição da Casa Real, mas a verdade é que apenas permanecem em Maiorca o tempo necessário para as fotografias da praxe, seguindo depois para aquelas que são, no fundo, as suas verdadeiras férias e que permanecem no segredo dos deuses.

Tem sido quase assim com as férias de verão de Felipe VI e Letizia. Os jornais do país vizinho bem especulam que a Grécia foi o destino de eleição, que eles andam a mergulhar na praia x ou na ilha y, mas na verdade ninguém os viu, ninguém os fotografou e não houve uma única fuga de informação no circuito fechado da equipa dos monarcas. Contas feitas, ninguém sabe rigorosamente de nada.

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Rainha Letizia de Espanha, Felipe VI Foto: Flash
Felipe VI e Letizia celebram 10 anos de reinado Foto: Foto: Medialivre
Felipe VI e Letizia celebram 10 anos de reinado Foto: Foto: Medialivre
Felipe VI, Letizia, princesa Leonor, infanta Sofia Foto: Flash
Felipe VI, Letizia, Juramento de Bandeira Foto: Foto: Getty Images
Rainha Letizia de Espanha, Felipe VI Foto: Flash
Rei Felipe, Letizia Foto: Flash

Para evitar as tais fugas de informação e garantir a segurança da família, estas férias são marcadas com meses de antecedência, o governo espanhol informado do destino e todo um esquema de segurança é montado para garantir que tudo corre bem nestes dias de descanso, o que equivale, além dos funcionários do Palácio, a cerca de 50 operacionais, disponibilizados pelo Ministério do Interior para acompanharem a família real na chamada 'operação férias', vigiando-os 24 horas por dia, numa espécie de 'Big Brother' de proteção que custa um balúrdio aos cofres do Estado.

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E esta é uma das razões pelas quais as férias de Letizia e Felipe causam tanta celeuma. É que basicamente estima-se que estes dias em que os reis se abstraem dos compromissos oficiais e em que podem viver 'sem uma coroa na cabeça' custam nunca menos do que meio milhão de euros, o que deixa os contribuintes espanhóis furiosos. Até porque pode parecer apenas uma excentricidade anual, mas tudo somado os gastos tornam-se astronómicos, delapidando as reservas da coroa, que estão cada vez mais magras.

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