Crise na Zarzuela! Letizia e Felipe VI já começaram a ir aos fundos de reserva e estoiram orçamento da coroa com roupa e férias secretas
Reis têm orçamento congelado há seis anos, mas não cortam nas despesas e só os gastos em segurança para as férias secretas fazem disparar os gastos, que aumentam também com a formação universitária ultra-exclusiva da infanta Sofia.A situação financeira da Casa Real espanhola já viveu melhores dias e, de acordo com a revista 'Lecturas', está a revelar-se uma dor de cabeça para a tesouraria do palácio, que viu a verba atribuída à coroa congelar há cerca de seis anos, mas não os gastos, o que quer dizer que anualmente os reis estão a gastar mais do que aquilo que podem, o que se traduz num saldo negativo.
Atualmente, o valor atribuído a família real está cifrado em 8,4 milhões de euros por ano, a mesma verba que recebem há seis anos, um valor que se tem revelado insuficiente, com os monarcas a ultrapassarem em muito os gastos anuais. De acordo com informações divulgadas pela imprensa espanhola, as despesas de funcionamento da Casa do Rei ultrapassaram novamente o orçamento disponível em 2025, atingindo cerca de 9,4 milhões de euros. Para fazer face à diferença, foi necessário recorrer às reservas financeiras acumuladas, das quais foram utilizados cerca de 983 mil euros. Esta não é uma situação inédita, já que em 2024 também foram mobilizados mais de 2,4 milhões de euros com o mesmo objetivo. O Tribunal de Contas espanhol considera mesmo que a verba atribuída pelo Estado já não é suficiente para suportar os custos anuais da instituição, sobretudo devido ao aumento das despesas com pessoal.
No entanto, em Espanha um aumento de uma verba atribuída aos reis, não é vista com bons olhos, até porque muitos consideram que o segredo estaria em cortar despesas consideradas superfluas, como por exemplo o dinheiro que a rainha gasta com o seu guarda-roupa. Apesar de não raras vezes reciclar peças que já havia usado em ocasiões anteriores, a verdade é que o guarda-roupa da soberana é considerado demasiado luxuoso e por vezes até ostensivo, sendo que durante o ano a rainha gastou uma quantia de 44 mil euros só em peças de roupa.
Outro dos gastos apontados como excessivos prende-se com a educação da infanta Sofia. Se Leonor segue a via militar, por força das circunstâncias de ser herdeira da coroa espanhola, a irmã mais nova escolheu uma prestigiada instituição de ensino parar tirar Relações Internacionais, numa formação que já a fez passar por Portugal, encontrando-se agora a viver em Paris. A universidade é considerada uma das mais elitistas da Europa, sendo que só em propinas a infanta gastará perto de 19 mil euros no Forward College, fora outros gastos alocados à estadia de Sofia agora na cidade luz.
AS FÉRIAS SECRETAS QUE ASCENDEM AO MEIO MILHÃO
Há um outro detalhe que tem irritado os espanhóis na hora de fazer contas aos gastos dos reis. É que se Sofia e Juan Carlos passavam anualmente as férias na casa de veraneio em Palma de Maiorca, Letizia e Felipe parecem querer distância do Palácio Marivent. Anualmente, em agosto, os monarcas dirigem-se à ilha balear para dar início a uma espécie de tradição da Casa Real, mas a verdade é que apenas permanecem em Maiorca o tempo necessário para as fotografias da praxe, seguindo depois para aquelas que são, no fundo, as suas verdadeiras férias e que permanecem no segredo dos deuses.
Tem sido quase assim com as férias de verão de Felipe VI e Letizia. Os jornais do país vizinho bem especulam que a Grécia foi o destino de eleição, que eles andam a mergulhar na praia x ou na ilha y, mas na verdade ninguém os viu, ninguém os fotografou e não houve uma única fuga de informação no circuito fechado da equipa dos monarcas. Contas feitas, ninguém sabe rigorosamente de nada.
Para evitar as tais fugas de informação e garantir a segurança da família, estas férias são marcadas com meses de antecedência, o governo espanhol informado do destino e todo um esquema de segurança é montado para garantir que tudo corre bem nestes dias de descanso, o que equivale, além dos funcionários do Palácio, a cerca de 50 operacionais, disponibilizados pelo Ministério do Interior para acompanharem a família real na chamada 'operação férias', vigiando-os 24 horas por dia, numa espécie de 'Big Brother' de proteção que custa um balúrdio aos cofres do Estado.
E esta é uma das razões pelas quais as férias de Letizia e Felipe causam tanta celeuma. É que basicamente estima-se que estes dias em que os reis se abstraem dos compromissos oficiais e em que podem viver 'sem uma coroa na cabeça' custam nunca menos do que meio milhão de euros, o que deixa os contribuintes espanhóis furiosos. Até porque pode parecer apenas uma excentricidade anual, mas tudo somado os gastos tornam-se astronómicos, delapidando as reservas da coroa, que estão cada vez mais magras.