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Instruída, moderna e destemida! Conheça Yasmine Pahlavi, a princesa que desafia o regime dos aiatolas no Irão

Bonita e ocidentalizada, a mulher do príncipe herdeiro Reza Pahlavi é uma das vozes que há muito se faz ouvir contra o regime teocrático iraniano. Mais do que nunca, fala-se num possível regresso da Família Real ao Irão e Yasmine poderá vir a ser o rosto de um país aberto ao Ocidente colocando um ponto final na República Islâmica que em 1979 derrubou a monarquia do Xá da Pérsia em nome da fé.
Por Ana Cristina Esteveira | 12 de março de 2026 às 21:08
Princesa Yasmine Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Princesa Noor Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash

Os recentes conflitos do Médio Oriente com Irão no centro dos ataques israel-americanos tem levantado a possibilidade de um regresso da família do antigo Xá da Pérsia que desde a revolução islâmica, em 1979, foi obrigada a exilar-se. A antiga imperatriz, Farah Diba, instalou-se em Paris, enquanto o filho, o príncipe-herdeiro, Reza Pahlavi, optou por fixar residência nos Estados-Unidos, mais concretamente nos arredores de Washington, em Maryland.  

Nas ruas de Teerão e um pouco por todo o país, o povo fala cada vez mais em Reza Pahlavi. Um regresso da dinastia poderia significar o fim de um regime opressor e tão castigador, acredita grande parte da população iraniana, em especial as mulheres que tanto têm sofrido às mãos deste regime. O nome do príncipe herdeiro – que tinha apenas 18 anos quando o seu pai, Mohammad Reza Pahlavi, conhecido como Xá da Pérsia, foi deposto - é hoje visto como o símbolo de um país livre e moderno. Mesmo que há mais de 40 anos não tenha voltado a pôr os pés no Irão, Reza reúne grande consenso dentro e fora das fronteiras iranianas. Caso a história tome um rumo diferente, os Pahlavi poderão ser os protagonistas da tão ansiada transição para a democracia.  

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E estará o príncipe herdeiro disposto a deixar a sua vida, tal como a conhece, para trás e retornar ao país que considera a sua verdadeira pátria? Reza Pahlavi já respondeu. Em janeiro último, o filho mais velho do Xá da Pérsia em declarações ao jornal francês ‘Le Figaro’ não mostrou quaisquer reservas em fazer as malas e regressar ao Irão. Garante estar preparado para tomar o lugar do seu pai. “Por 40 anos, sempre mantive os mesmos valores e as mesmas posições. Apesar da lavagem cerebral e das tentativas do regime islâmico de macular o meu legado histórico”, sublinhou o príncipe exilado. 

Mas a segunda questão que se levanta é saber se a família o apoiará caso este desafio – que se advinha difícil e até muito arriscado – se vier a efetivar? Será que a mulher, a advogada Yasmine Pahlavi, terá vontade de o acompanhar e deixar a vida confortável que tem em Washington? De facto, a jurista tem assumido um mediatismo imenso nos últimos tempos, pois todos reconhecem que ela é – e será – uma figura determinante na história do Irão, caso o regime islâmico venha a ter o seu tão ansiado fim. 

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Também a família de Yasmine foi obrigada a fugir do país aquando a revolução islâmica apesar de na altura não existir qualquer ligação à Família Real. Os pais da atual princesa fixaram-se na cidade de São Francisco, também nos Estados Unidos. Foi ali que cresceu e se fez mulher. Do Irão ficaram apenas as recordações de uma infância feliz. 

O seu caminhou cruzou-se com o do príncipe herdeiro – oito anos mais velho – apenas em 1985. Terá sido amor à primeira vista, pois casaram no ano seguinte, em Greenwich, no Connecticut. Ela era uma jovem de apenas 17 anos e ele um ilustre estudante de Ciência Política, de 25 anos. A falta do pai – o Xá da Pérsia morreu em 1980 já no exílio – terá precipitado este casamento. Não se pense, contudo, que este casamento tão precoce colocou um ponto final nos sonhos de Yasmine. É a própria Farah Diba – mãe de Reza Pahlavi e sogra da jurista – que o afirma na sua página oficial: “A sua entrada para a família real não alterou as aspirações pessoais da princesa Yasmine.” 

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Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi, com as filhas e com a imperatriz Farah Diba Flash
Princesa Yasmine Pahlavi com as filhas Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Imperatriz Farah Diba Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Princesa Noor Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
A princesa Yasmine Pahlavi e o príncipe Reza Pahlavi celebram 40 anos de casamento Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash
Princesa Yasmine Pahlavi, Príncipe Reza Pahlavi Flash

E ao olhar para o seu percurso percebe-se que assim foi de facto. Aquela que poderá vir a ser a nova imperatriz do Irão, já com a aliança de casamento no dedo, licenciou-se em Direito e doutorou-se em Jurisprudência na Universidade George Washington. A vida privilegiada não a afastou do mercado de trabalho tendo sido contratada pelo departamento jurídico do Banco Mundial, em Washington. Anos mais tarde dá um outro rumo à sua carreira. Veste a beca de advogada e começa a trabalhar no ‘Children’s Law Center’, uma organização dedicada a fornecer representação legal a crianças abusadas, negligenciadas ou a viver em centros de acolhimento. 

Ter uma carreira dedicada aos que tanto precisam não afastou Yasmine do que estava a acontecer no Irão. A princesa – talvez pelo seu estatuto – manteve-se sempre muito atenta ao povo iraniano. Tanto que é descrita na sua página oficial como “uma figura conhecida em manifestações nas quais se junta aos seus compatriotas exilados para expressar a sua solidariedade ao povo iraniano e ao seu desejo por liberdade e democracia.” As fotografias em que se vê a princesa nas ruas com a bandeira do Irão nas mãos atestam esta sua faceta solidária e defensora de um país “livre e laico”. 

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Sempre com a sua pátria no coração, em 1991, a princesa Yasmine aceita criar a Fundação das Crianças do Irão, uma organização que assume o financiamento de cuidados médicos para crianças necessitadas. É evidente que o príncipe herdeiro não poderia estar mais orgulhoso da mulher com quem divide a vida há 40 anos e que é mãe das suas três filhas: Noor Zahra, Iman Laya e Farah Mitra. A mais velha também já é apontada como a mulher certa para um dia ser a imperatriz de um Irão livre e democrático... sucedendo ao pai, que a acontecer será mais uma figura de transição.

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Mas voltemos à princesa Yasmine que em 2018 viveu um dos seus piores momentos ao ser-lhe diagnosticado um cancro de mama. Foi a própria que o contou nas redes sociais. Uma mensagem vista como mais um desafio ao regime islâmico que silencia tudo o que tenha a ver com as mulheres e a sua saúde: “Queridos amigos, aproveito esta oportunidade para vos contar que fui diagnosticada com cancro da mama. É um momento difícil, mas inspiro-me na força e na coragem das mulheres do Irão. Espero poder partilhar mais sobre a importância de consciencializar as pessoas sobre o cancro e saúde da mulher em geral. A cirurgia será amanhã de manhã. Manter-vos-ei informados”, escreveu no Instagram. 

Os tempos da doença parecem estar completamente ultrapassados com Yasmine e mostrar-se cada vez mais combativa e empenhada em que o Irão tenha um futuro sem opressão. Perante os últimos acontecimentos políticos, a princesa optou por se mostrar mais ativa do que nunca. Destemida, tem feito várias intervenções públicas contra o regime tal como também tem acontecido com a sua filha mais velha. Ainda numa entrevista recente ao ‘New York Post’, a princesa Noor afirmou: “É nossa responsabilidade não desviar o olhar”. Esta será, garantidamente, a posição de toda a Família Real que não descarta a possibilidade de regressar ao Irão e assumir as responsabilidades que foram interrompidas em 1979.  

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