Kate e William tomam decisões em relação ao futuro da filha e prioridade é a saúde mental
Aos dez anos, Charlotte já demonstra uma personalidade muito própria, que os especialistas admitem ser fruto da educação positiva dos príncipes de Gales, que não querem que a filha cresça numa redoma. Sobre o futuro da menina, haverá novidades em breve...Kate Middleton e o príncipe William sempre se mostraram muito abertos na forma como partilham a sua vida com os súbditos. Cientes de que a sua vida é seguida (e adorada) por milhões em todo o mundo, partilham frequentemente aspetos do lado mais privado, nomeadamente registos familiares, tirados muitas vezes no ambiente íntimo da sua casa, em que se mostram uns pais como quaisquer outros. A princesa de Gales sempre foi, aliás, descrita como uma mãe todo o terreno. Muito próxima dos filhos, gosta de fazer atividades com as crianças e envolver-se na educação destas, participando nas tarefas escolares.
Apesar de aparentemente abrirem um pouco da porta de casa para mostrarem como é a vida familiar, a verdade é que esta é talvez uma falsa sensação de abertura, uma vez que se há coisa que os príncipes privilegiam é a educação dos filhos. E se George, herdeiro ao trono, já começa a marcar presença em cada vez mais atos oficiais, tendo uma vida necessariamente mais exposta por força das circunstâncias, Charlotte e Louis têm direito ao seu lado mais resguardado.
Neste momento, de acordo com a revista 'Hello', Kate e William estão a decidir o futuro escolar da filha, que neste momento mantém a frequência na prestigiada Lambrook School, em Berkshire. No entanto, está em aberto a possibilidade de se mudar em breve para o Wellington College ou Marlborough College, em Wiltshire, este último com uma ligação especial à família, uma vez que foi a escola que Kate frequentou na idade da filha.
Certo é que para esta mudança, mais do que o prestígio, os príncipes estão a focar-se no bem-estar emocional de Charlotte, estando muito atentos a questões de bullying e saúde mental, pelo que a escolha de estabelecimentos de ensino respeitadores dessas variantes é um assunto em cima da mesa.
No mais recente episódio do podcast 'A Right Royal', da HELLO!, Melanie Sanderson, editora-chefe do 'The Good Schools Guide', referiu que o Wellington College, em Berkshire, é um dos candidatos mais fortes a acolher a princesa. "Uma das coisas que este estabelecimento introduziu foi um foco real no bem-estar, na atenção plena e na boa saúde mental. É uma cultura muito inclusiva. Quando falamos de Wellington, quase nunca ouvimos ninguém mencionar comportamentos tóxicos ou bullying. Parece ser um lugar onde qualquer pessoa pode ir e aproveitar ao máximo a experiência. É um ambiente muito acolhedor."
O FUTURO DO HERDEIRO
O príncipe George tem apenas 12 anos, mas há até quem lhe dê mais, especialmente quando de fato e gravata, e pose muito reta, assume os seus deveres reais com uma postura mais adulta. Segundo fontes revelaram à imprensa britânica, trazê-lo aos poucos para a vida pública foi a forma que a Casa Real encontrou de dar mais preponderância àquele que é segundo na linha de sucessão ao trono, ainda que com a consciência de que este tem de ser um processo gradual, até para que a meninice não seja roubada ao pequeno príncipe.
"Tudo faz parte de um plano cuidadosamente elaborado para trazer George para à vida pública de uma forma que seja confortável para a família", disse uma fonte da realeza à 'Vanity Fair'. "Como segundo na linha de sucessão ao trono, George tem de perceber a importância de ocasiões como aquela em que marcou presença, de homenagem aos heróis de guerra. Considerou-se apropriado e significativo que ele estivesse presente, principalmente perante a ausência do pai. Tanto William quanto Kate acharam que era o momento certo para George estar lá."
Apesar de concordarem com o maior destaque do filho, William e Kate esperaram anos para o fazer, resguardando-o nos primeiros anos de vida e só dando esse passo quando sentiram que George já tinha maturidade para tal. Tanto que, inicialmente bastante tímido, ao contrário do que acontecia com a sua sorridente irmã, o príncipe está agora mais solto e à-vontade nos atos oficiais em que participa.
Um passo importante, até porque, perante a perspetiva de William assumir o trono a qualquer momento, isso aumentará também a pressão em torno de George, que terá de estar preparado para, perante uma tragédia, substituir o pai no trono. A criança tem tido toda uma formação especial, que se irá acentuar ao longo dos próximos tempos tanto protocolar como de ensino, para que esteja preparado para as funções de rei.
Apesar de William e Kate tentarem equilibrar a dureza das responsabilidades de George com outros momentos mais leves, recentemente, a polémica surgiu quando foi noticiado que o pequeno príncipe estaria sujeito a demasiada pressão para os seus 12 anos. Um peso que, de acordo com a psicóloga infantil Diana Jiménez pode representar um perigo para George que "esquece de ser criança".
"É normal que o primogénito tenha esta postura, mas a maturidade precoce acarreta riscos. É importante que os pais lhe lembrem que é uma criança e que pode enganar-se, cometer erros e rir-se de si próprio, sem ter problemas de expressar os seus medos", afirmou, acrescentando que Kate e William devem procurar o equilíbrio em George, lembrando que este ainda é apenas um miúdo. "Deve aprender a ser responsável e resiliente, mas sem perder a alegria."