Lágrimas, lendas e o futuro. 10 momentos e figuras que marcam o Mundial de 2026 e ficam para a eternidade
Houve muitas lágrimas, heróis improváveis e fotografias e vídeos para mais tarde recordar. Ainda no rescaldo do calor das emoções do Mundial, deixamos-lhe 10 momentos que tão cedo ninguém esquecerá.Depois de um mês intenso e de emoções, o Mundial de 2026 chegou ao fim e já deixa saudades, dos jogos que se disputam pela noite forte, pelo calor, que não roubou a raça aos jogadores, e as incontornáveis figuras que, quando olharmos para trás, vão fazer parte da história desta competição. Reunimos dez momentos que ficam para a posteridade.
O triunfo de Vozinha
O nome era para muitos desconhecido, mas o Mundial fez de Vozinha uma figura. Depois das defesas impossíveis no empate frente à Espanha, o guarda-redes, de 40 anos, fez com que o Mundo se rendesse à Seleção de Cabo Verde e à sua figura em concreto, com a popularidade do guarda-redes a disparar em coisa de horas nas redes sociais, onde milhões ficaram colados à sua história de resiliência.
Natural da ilha de São Vicente, o guarda-redes viveu uma infância marcada pela ausência dos pais. O pai estava na tropa e a mãe assumiu o sustento familiar passando, por isso, muito tempo fora de casa dedicada ao trabalho. Assim, os avós assumiram um papel determinante na sua educação e crescimento. Vem desse tempo a alcunha que agora o celebrizou. Na zona onde vivia, era habitual jogar futebol na rua com rapazes mais velhos, o que muitas vezes lhe trazia dificuldades. "Levava muitas pancadas e gozavam comigo, dizendo que ia fazer queixa à minha avó", explicou a origem da alcunha.
Das ruas e dos campos pelados onde jogava futebol com os amigos, Vozinha foi obrigado a ir para as obras para ganhar dinheiro, pois o futebol não lhe punha comida na mesa. Só que aquele que agora enverga a camisola da seleção do seu país, nunca desistiu do seu sonho. Depois de um dia a trabalhar no duro nas obras, Vozinha ainda tinha vontade e forças para treinar. E treinava sem nunca deixar de acreditar que um dia ia conseguir viver apenas do futebol.
Tanto acreditou que conseguiu sair de Cabo Verde e fazer carreira como jogador profissional em vários países e campeonatos, como é o caso de Angola, Moldávia, Chipre e Eslováquia. Nos últimos anos, Portugal tem sido a sua "casa" onde representou o Gil Vicente e o Desportivo de Chaves, da II Liga. Terminou contrato e atualmente estará, por vontade própria, sem clube.
O adeus sofrido de Cristiano Ronaldo aos Mundiais
Cristiano Ronaldo nunca escondeu as suas ambições. Sabia que este seria o seu último Mundial e queria sair dos Estados Unidos com um troféu e inscrevê-lo no seu palmarés. Nos Oitavos de Final frente à Espanha, a Seleção Nacional caiu e com a eliminação ruíram também os sonhos do internacional português, que não conteve as lágrimas no final da partida.
Imagens que ficam para a história e que foram replicadas um pouco por todo o Mundo, mostrando o real impacto da figura de Ronaldo, um dos nomes mais conhecidos do Mundial, figura incontornável, ainda que suscite reações que vão facilmente do amor ao ódio.
Goste-se ou não, a verdade é que CR7, mesmo sem o tão esperado título, deixa a sua marca na história dos campeonatos do Mundo de futebol
Hey Jude
Inglaterra não conseguiu chegar à final do campeonato do Mundo de futebol, mas no jogo do terceiro e quarto lugar proporcionou uma chuva de golos (contrastando com a contenção que marcou grande parte dos desafios), perante a euforia dos adeptos, também eles protagonistas do Mundial.
Fervorosos como poucos, os britânicos deram ritmo aos estádios, com os seus famosos cânticos dos Oasis, como aqueles que brindaram Jude Bellingham por ter apontado os golos que os levou à meia-final. Foi bonito de se ver.
Haaland Effect
Este foi também o Mundial da Noruega e, principalmente, de Haaland. O avançado do City tornou-se numa das figuras da competição, graças às suas exibições, mas também ao seu humor característico, figura peculiar e, de repente, não havia ninguém à face da terra que não tivesse o seu nome na ponta da língua.
O nome passou, de repente, a ser fácil de soletrar. De desconhecido para muitos a estrela do Mundial, Erling Haaland viu a sua popularidade atingir níveis vertiginosos, com o interesse em relação à sua pessoa a disparar. Começou com os golos que marcou e ditaram a eliminação do Brasil da prova, mas foi muito para além disso, com as expressões faciais e o estilo descontraído do bom gigante norueguês (mede 1,95m) a colocarem-no no radar internacional, mesmo para quem não gosta assim tanto de futebol.
De repente, a loucura estava instalada e quando aproveitou uma noite para se divertir numa discoteca em Miami, numa fase em que a Noruega já não estava no Mundial, a loucura foi tanta que por pouco o craque, de 25 anos, não conseguia sair do espaço, o que faz com que agora a sua conta de Instagram seja seguida por mais de 70 milhões e todos os seus passos alvo de interesse, que é como quem diz, estas estão a ser certamente as férias mais concorridas que o jogador alguma vez viveu.
Já a Noruega, inscreveu na história dos Mundiais, o festejo mais viral de sempre, com jogadores e adeptos a celebrarem ao estilo viking e a remar, uma celebração mítica inspirada na história dos vikings.
O jovem Lamine e o seu irmão
Lamine Yamal representa o sangue novo no Mundial. O espanhol é dos mais jovens jogadores a inscrever o seu nome na história dos campeonatos do Mundo de futebol, numa estreia auspiciosa com direito a levar o troféu máximo para casa.
Além do talento, o desportivismo do craque deu também que falar (os abraços tanto a Messi como a Ronaldo após a eliminação mostram esse respeito) e, claro, pelo irmão Keyne, que também se tornou numa estrela do Mundial, com os seus vídeos nas bancadas e momentos divertidos ao lado de Lamine no relvado.
Apesar da sua juventude, Lamine Yamal já disse que sente Keyne como um filho e que gostava de lhe proporcionar a infância que nunca teve, longe de problemas e contenções. A julgar pelo sorriso feliz do irmão, está a conseguir.
As lágrimas de Messi
Na sua última valsa, Leo Messi despediu-se em lágrimas por não conseguir ter conquistado o Mundial, após derrota na final perante a Espanha. Desolado, no final do jogo, o maestro argentino sentiu-se no relvado e não conteve a emoção. Para a história fica, mais uma vez, uma competição em que mostrou porque é considerado um dos melhores do mundo e um líder nato para os seus colegas. Deixa saudades.
O pé de ouro de Mbappé
Kylian Mbappé pode não ter regressado a França com o tão desejado troféu de campeão, mas conseguiu uma marca histórica, inscrevendo o seu nome como o melhor marcador de sempre em Mundiais: 22 golos em 22 jogos, mais um do que Lionel Messi.
No meio de um Mundial que fica para a sua história pessoal, o craque vive ainda uma das melhores fases, contando com um apoio de peso na competição: a namorada, e famosa atriz Ester Expósito.
Estrelas nas bancadas
Neste Mundial, muito mais do que em qualquer outro anterior, as celebridades tomaram conta das bancadas. De David Beckham a Brad Pitt, passando por Penelope Cruz, Mick Jagger ou Kris Jenner, os jogos estiveram repletos de caras conhecidas.
O facto de o Mundial se ter realizado nos Estados Unidos acabou por servir como um catalisador para esta chuva de estrelas que coloriram a assistência.
Além disso, as Casas Reais também tomaram, muitas vezes, conta da assistência, com reis e rainhas europeias a transformarem-se em adeptos ferrenhos, com o rei de Espanha, Felipe VI, e as filhas, Sofia e Leonor a sobressaírem durante o momento da Seleção espanhola celebrar o título de campeã do Mundo.
Shakira, a rainha dos Mundiais
E por falar em estrelas, a final da prova foi pródiga em celebridades com o intervalo a tornar-se numa espécie de Super Bowl adaptado ao futebol. Nunca uma pausa se tinha estendido por tanto tempo para que o público pudesse desfrutar de várias atuações.
Shakira era uma das estrelas mais aguardadas com 'Dai Dai', o seu quarto tema associado a um campeonato do Mundo de futebol.
Três lendas no relvado
A final do Mundial de 2026 ficou marcada por um espetáculo inédito ao intervalo, que contou com a participação da cantora Madonna e das lendas brasileiras Ronaldo, o Fenómeno, e Ronaldinho Gaúcho.
Madonna abriu o espetáculo interpretando o êxito "Music", surgindo no relvado acompanhada pelos dois antigos internacionais brasileiros, num dos momentos mais memoráveis da cerimónia. A presença dos três conquistou os adeptos e uniu música e futebol num evento histórico, já que foi o primeiro espetáculo de intervalo realizado numa final de um Campeonato do Mundo, tornando-se um dos momentos mais comentados da competição.