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Fantasias e loucuras permitidas! Descobrimos as festas exclusivas, por convite e em local secreto, que estão conquistar a elite portuguesa

Ninguém sabe onde vai ser nem quem vai encontrar... Só se entra com convite e é preciso vestir a rigor para o tema. Ah, e as fotografias são proibidas. Mas não todas porque é preciso "passar a palavra".' It is what it is', o "burning man" português que está a enlouquecer a party people no pós-pandemia.
Amarílis Borges
Amarílis Borges
14 de outubro de 2021 às 22:50
São assim as festas secretas Burning Man em Portugal
O festival ainda não está a ser organizado no nosso País, mas a "comunidade" It is what it is organiza festas secretas inspiradas no que se passa no deserto do Nevada
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal
As festas Burning Man de Portugal

Uma comunidade secreta em Portugal desprende-se das restrições da pandemia da covid-19 num cenário inspirado no famoso festival norte-americano Burning Man. São as festas 'It is what it is'. E nem pense ir procurar já os bilhetes. Nestas festas só se entra com convite e após a seleção da organização.

Não há cartazes nem anúncios, nem sequer publicação no feed do Instagram da "comunidade". Por coincidência, num contexto pós-pandémico, o fim do mundo de Burning Man dita o tom do que se passa lá dentro.

"Fiz o primeiro evento [em Maio] para me divertir com os meus amigos porque ninguém fazia eventos à nossa medida, mesmo com as restrições a que estávamos sujeitos na altura, achei que dava para fazer alguma coisa que fosse de encontro com aquilo que gostamos. Lá fora, todos nós vimos eventos de música eletrónica com bom ambiente, selecionado e com conceitos um bocado diferentes, mas aqui não vemos nada disso. Quando vemos, são só festas muito grandes ou o Lux", declarou Salim Carmali, o organizador, à 'The Mag'.

E por "ambiente selecionado" entenda-se "classe média alta", explicou o criador dos eventos e fundador de uma agência de comunicação. "Começamos a chamar uns amigos, depois, a partir daí, os amigos podiam chamar cada um X pessoas. E agora criou-se esse género de comunidade onde as pessoas que estão há mais tempo podem chamar mais pessoas para o evento seguinte".

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As festas Burning Man de Portugal Foto: Instagram

Uma comunidade que ronda as "800 ou 1000 pessoas", dependendo da festa, longe dos 50 mil festivaleiros do Burning Man, e épico festival no deserto americano. Ainda assim, um número considerável para cinco meses de encontros. De famosos que passaram por lá há poucos rastos nas redes sociais, mas ainda conseguimos ver Mia Rose numa das festas, ao lado de um "homem misterioso", e Isabel Figueira a promover uma das festas.

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O evento It is what it is, que está a ser comparado com o festival Burning Man, já conta com figuras como a cantora.

"A inspiração no Burning Man tem a ver com o género musical, o ambiente em si, a 'decor', e também as pessoas têm que ir com um 'dress code'. Pegamos nessa base e neste momento as pessoas até dizem que vão ao Burning Man, mas não vão, vão à festa It is what it is, só que a nossa base é sempre a mesma".

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Veja o que se passa nas novas festas It is what it is - o Burning Man de Portugal.

Pelas stories na página oficial do evento é possível ver como os convidados se vestiram para a 'Bali Edition' ou para as edições 'Le Cirque Boheme' e 'Does anybody have a light?'. A edição mais recente aconteceu em Braga, para responder aos pedidos do público do Norte que visitava Lisboa por algumas horas de música eletrónica..

O QUE ESTÁ POR DETRÁS DAS FESTAS SECRETAS

Quem consegue passar pela seleção paga entre 20 e 30 euros, bilhetes que dão direito a uma bebida, não muito diferente de outras festas em Portugal. "É realmente para pagar a produção porque só pode ir um público selecionado, mas isso é para criar uma comunidade, não é para estarmos a ganhar fortunas. É para darmos algo bom às pessoas. É isto que estamos a fazer", explicou Salim. 

O negócio vai crescer, de acordo com o organizador, quando entrarem "apoios" externos. "Queremos crescer de forma sustentada, fazemos eventos com uma produção que ninguém faz. Nós trabalhamos de outra forma, não estamos com pressa de ganhar dinheiro. Isto está a tomar uma certa proporção, temos sido contactados por várias empresas para nos apoiarem. Neste momento, temos recusado todas as propostas porque não vão de encontro com aquilo que queremos. Conseguimos crescer com os nossos pés. É o que estamos a fazer", argumentou.

O anfitrião, de 34 anos, já tem algum tempo de experiência em organização. Depois de estudar Marketing, em Lisboa, abriu com o pai uma empresa em Angola que geriu um estádio em Benguela por cerca de cinco anos. "Depois, com a crise [naquele país], voltei para Portugal e descobri esta nova vertente da comunicação digital. Lancei-me nisso e a partir daí surgiu uma base de contatos muito elevada, de influencers, etc. Foi um ponto de partida também para os eventos. Sempre achei que faria sentido juntar os eventos à comunicação digital, são duas áreas que se complementam".

Agora, Salim já conta com o apoio de um sócio, Sandro dos Santos, nas festas It is what it is, que "trata mais da parte da operação"; ele continua com "a parte criativa, pessoas, design das coisas". 

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As festas Burning Man de Portugal Foto: Instagram

Nos comandos do som, geralmente estão os DJs portugueses Anthony G (António Gonçalo Pires) e Pedro Walter, mas recentemente receberam Andy, do grupo holandês Mononoid.

"Gostamos que a música seja aquilo que nós queremos. Não é o artista que vem e que diz o que deve ser tocado na nossa festa. Tem de ir de encontro ao nosso público. Grande parte das pessoas não ouvia música eletrónica há uns meses", disse Salim. 

A próxima festa já está apontada para o Halloween, no centro de Lisboa. E em novembro há um encontro no Porto. Mas mais ele não adianta, porque o local é sempre secreto. E as festas, só para quem é "eleito". 

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