Jejum, proteína, frutos secos... Entre a moda, e o que dizem os gurus, afinal o que podemos comer?
O que podemos, afinal, comer se queremos ser saudáveis e emagrecer? Com tanta informação, é fácil ficarmos baralhados.As redes sociais mudaram toda a forma como consumimos informação e, caso se interesse pelo tema, o seu algoritmo de certeza que já lhe sugeriu nutrionistas, coaches ou gurus que pretendem ensinar-lhe o que deve comer para ser mais saudável e, consequentemente, emagrecer. Se não se sentiu perdido no meio de toda a informação que recebeu, pode ser um caso raro, uma vez que hoje em dia a informação pode ser tão díspar que num dia corremos o risco de estar a ler uma coisa e o seu contrário. Desmistificamos alguns conceitos sobre emagrecimento.
Jejum intermitente
O jejum intermitente pode ajudar algumas pessoas a reduzir a ingestão calórica total, o que leva à perda de peso. No entanto, não tem propriedades “mágicas” por si só. Pode funcionar porque ajuda a controlar horários e quantidades, pode melhorar a relação com a comida em alguns casos, mas não é adequado para toda a gente. Para quem tem muita fome emocional e tendência a atacar o frigorífico, a restrição pode levar a picos de consumo excessivo.
Beber água emagrece?
A água não queima gordura diretamente, mas tem impacto no comportamento alimentar. Pode aumentar a sensação de saciedade, mantendo o estômago cheio, substitui bebidas calóricas e tem um papel importante na digestão e funcionamento do intestino. Por isso, o seu papel não podia ser mais importante.
É obrigatório consumir proteína para emagrecer?
Verdade. A proteína é essencial numa fase de perda de peso, pois aumenta saciedade, ajuda a preservar massa muscular e tem efeito térmico elevado (o corpo gasta mais energia a digeri-la). Fontes incluem carne, peixe, ovos, leguminosas e lacticínios. Se já foi exposto à ideia de que a proteína vai levá-lo a emagrecer, confie, é um bom aliado para a perda de peso.
Devo comer frutos secos?
Se já lhe foram recomendados snacks de frutos secos, tenha atenção à regra de que os deve consumir com bastante moderação pois são muito calóricos. No entanto, também são muito nutritivos e ricos em gorduras saudáveis, fibra e proteína. Têm grande poder de saciedade, mas como é fácil exagerar na quantidade mantenha-se atento.
Quantos ovos se podem comer?
Antigamente, dizia-se que não se devia comer mais do que um ovo por dia, pois estes eram encarados como os “vilões” do colesterol, mas a ciência atual é mais flexível. São uma excelente fonte de proteína e nutrientes e para a maioria das pessoas saudáveis, o consumo moderado é seguro. Conclusão: o problema raramente é o ovo, é o padrão alimentar global.
Açúcar: o verdadeiro inimigo?
Verdade, mas com contexto. O açúcar não é “veneno”, mas o consumo excessivo está associado a vários problemas. O problema é o excesso, especialmente em ultraprocessados. No entanto, eliminar completamente não é necessário nem realista. Reduzir é importante, mas demonizar não.
Devemos comer ou cortar nos hidratos?
Os hidratos de carbono não engordam por si só, o que importa é a quantidade total de energia consumida. São a principal fonte de energia do corpo, incluem alimentos como arroz, batata, massa, pão, fruta e leguminosas e são essenciais para função cerebral e desempenho físico. O problema está sobretudo nos refinados e no excesso calórico, portanto o conselho atual é que ajuste as quantidades mas que não os retire da sua dieta.