Harry e Meghan têm contas difíceis para acertar: os sete familiares que vão ter de (re)conquistar
Os duques de Sussex regressaram ao Reino Unido depois de seis anos a viver em Los Angeles, mas nada está como quando partiram. Entre mágoas, acusações e relações quebradas, Harry e Meghan têm agora um desafio pela frente: será que ainda vão a tempo de recuperar a confiança da família?Desde que os duques de Sussex abandonaram as funções oficiais, em 2020, muita coisa aconteceu. Entrevistas, acusações, o livro do príncipe Harry ['Spare'] e vários episódios públicos acabaram por aumentar a distância entre os Sussex e os Windsor
O encontro recente de Harry com o pai, o rei Carlos III, abriu uma pequena janela para uma aproximação. O gesto foi importante, mas está longe de resolver todos os problemas. Há relações que ficaram demasiado fragilizadas e que vão exigir tempo – e, sobretudo, confiança. A questão que se levanta é saber se Meghan Markle e o príncipe Harry vão conseguir reparar os estragos do passado e recuperar a confiança de quem ficou?
Apesar do encontro que deu tanto que falar entre pai e filho, Carlos III continua a ser, naturalmente, uma das figuras centrais neste processo. O monarca é, claro está, uma das pessoas com maior peso dentro da família. O encontro entre ambos mostrou que o contacto é possível, mas não significa que as feridas estejam fechadas. Para Carlos, qualquer reaproximação terá também de ser compatível com a estabilidade da monarquia.
William é outro caso particularmente delicado. O herdeiro do trono e Harry foram inseparáveis durante muitos anos, mas a relação entre os irmãos mudou radicalmente. As divergências familiares e as revelações feitas por Harry tornaram o reencontro muito mais complicado. Recuperar a antiga proximidade não será, por isso, uma tarefa simples.
E há Kate Middleton, que está inevitavelmente ligada a esta equação. A mulher de William teve os seus próprios desentendimentos com Meghan, incluindo o conhecido episódio relacionado com o vestido da princesa Charlotte antes do casamento dos Sussex. A relação entre os dois casais permanece, há anos, sob enorme atenção pública.
Camilla também surge entre as relações mais difíceis de reconstruir. Harry foi particularmente duro nas referências à madrasta no seu livro, chegando a descrevê-la de forma extremamente negativa. A presença da rainha no encontro de julho mostrou que existe contacto, mas não apaga aquilo que foi dito anteriormente.
Mais inesperada poderá ser a aproximação a Zara Tindall. Prima e filha da princesa Ana, manteve durante anos uma relação próxima com Harry. Zara continua muito integrada na família real e aparece regularmente nos grandes acontecimentos da monarquia. A distância dos últimos anos, contudo, terá alterado essa proximidade.
Eugenie é outro nome importante. A filha do ex-príncipe André foi uma das primas que permaneceu mais próxima de Harry e Meghan quando estes se afastaram da vida oficial. Continua ligada à família, embora também tenha construído o seu próprio percurso. Uma eventual reaproximação poderia devolver aos dois uma relação familiar que já foi bastante próxima.
Por fim, a princesa Ana. Irmã de Carlos III, é uma das figuras mais respeitadas da família e mantém uma relação próxima com o rei. Ana tem uma postura particularmente pragmática perante os problemas internos da família e, segundo relatos, entende que quem esteve envolvido nos conflitos deve assumir responsabilidades e procurar resolvê-los.
Sete nomes, sete relações por recuperar e um passado que continua a pesar. Para Harry e Meghan, o regresso ao Reino Unido pode ser apenas o primeiro passo de uma longa tentativa de fazer as pazes com a família.