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O que vai acontecer aos 63 milhões da fortuna do rei Harald da Noruega? Eis o destino da herança

Após a morte do rei, tem estado em cima da mesa o destino da sua considerável fortuna. Entre património imobiliário e bens pessoais, há mais de 60 milhões para dividir.
05 de novembro de 2026 às 10:20
Rei Harald V da Noruega: o destino da sua fortuna de 63 milhões após a sua morte Foto: Foto: D.R.
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A morte do rei Harald da Noruega, em agosto, aos 89 anos, abriu um novo capítulo na monarquia do país nórdico, mas também levantou várias questões, ainda não completamente esclarecidas, nomeadamente sobre o destino da sua considerável fortuna, que segundo a imprensa norueguesa ascende aos 63 milhões de euros. Entre património imobiliário, propriedades de férias e bens privados, continua por esclarecer como será feita a divisão da herança, não sendo ainda público se o antigo monarca terá deixado algum testamento com indicações específicas.

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A distribuição da herança tem sido, por isso, dos assuntos mais reservados desde a morte do rei. Na ausência de um testamento que determine outra divisão, a imprensa do país aponta para uma repartição prevista na lei do país: um quarto do património deverá ficar para a viúva, a rainha Sónia, enquanto os restantes três quartos serão divididos pelos dois filhos do casal, Haakon e a princesa Martha Louise. Feitas as contas, Sónia receberia 25% da herança, enquanto cada um dos filhos teria direito a 37,5%. No entanto, a existência de eventuais indicações especiais deixadas pelo monarca poderão mudar o jogo, sendo que uma das principais dúvidas diz respeito aos cinco netos do rei, os príncipes Ingrid Alexandra e Sverre Magnus, filhos de Haakon, e as três filhas de Märtha Louise. A imprensa norueguesa não exclui a possibilidade de Harald ter querido deixar-lhes parte da sua fortuna, tendo em conta a relação próxima que mantinha com todos eles. Contudo, de acordo com as regras legais, os netos só seriam herdeiros diretos na ausência do respetivo progenitor. Como não é esse o caso, qualquer benefício teria de resultar de uma disposição testamentária ou de uma doação formalizada em vida

Príncipe Haakon, Princesa Mette-Marit Foto: Flash
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Outro nome que surge entre as incógnitas da herança é o de Marius Borg, filho de Mette-Marit. Apesar de nunca ter integrado oficialmente a família real, cresceu no palácio e manteve uma relação próxima com Harald durante muitos anos. A ligação entre ambos ficou também evidente no último adeus ao monarca, quando Marius esteve entre os familiares que transportaram o caixão, visivelmente emocionado.

King Harald V's coffin is moved by King Haakon VIII., left, and and Queen Mette-Marit’s son Marius Borg Hoiby, second Foto: Ole Berg-Rusten / AP

Enquanto o destino da fortuna permanece desconhecido, a rainha Sónia tem demonstrado que continua determinada a cumprir as suas responsabilidades institucionais. A monarca voltou a marcar presença num compromisso de gala, desta vez ao lado do filho, no Palácio Real de Oslo, onde receberam os administradores estatais do país para um jantar oficial. Com a ausência de Mette-Marit devido aos seus problemas de saúde, Sónia tem assumido um papel de maior destaque na agenda da família real, procurando apoiar Haakon nesta fase de transição. 

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