As peças que faltavam no 'puzzle'. Maycon "despediu-se da mãe" e já tinha ameaçado tirar a vida no mesmo farol da Nazaré
"Desde o início que existiram sempre mais dados no sentido do suicídio do que no sentido do crime", afirmou agora Carlos Pinto do Carmo, antigo inspetor da PJ.Depois de muita especulação sobre a morte de Maycon Douglas, eis que começam a surgir novas informações que apontam para um desfecho propositado.
No programa 'Linha Aberta', da SIC, Hernâni Carvalho recebeu o jornalista Luís Maia, que reconstituiu os últimos passos do ex-concorrente de 'Casa dos Segredos'.
Maycon e a namorada, Raquel Coelho, terão tido um 'arrufo' na fatídica madrugada de 31 de dezembro, à saída de um bar da Nazaré.
“Ao fim de uma noite de diversão, com algum álcool a mais, os ânimos descontrolam-se ali um pouco“, começou por explicar.
Raquel dirigiu-se para casa de Maycon, mas a tensão continuou à porta da residência. A mãe do jovem ainda terá tentado intervir para acalmar os ânimos, mas sem sucesso. “A namorada zanga-se definitivamente, pega no carro dela e vai à vida dela”, relatou Luís Maia. Segundos depois, Maycon faz o mesmo.
Às 5h28, uma câmara de vigilância capta luzes de um automóvel a chegar ao farol, que seria então o carro de Maycon, mais tarde encontrado submerso no mar.
O MC e DJ terá então tentado telefonar à namorada, que não atendeu e acabou por bloquear o número. Foi então que Maycon ligou a uma amiga e, por fim, à própria mãe, em chamadas com um "tom de despedida", segundo Luís Maia.
Já no programa 'Casa Feliz', da SIC, Hernâni Carvalho fez uma nova revelação surpreendente: Maycon já teria ameaçado em tempos suicidar-se naquele mesmo farol da Nazaré. "Vou direto ao farol e acabo com isto", terá dito, segundo o jornalista e apresentador de rubricas criminais.
No mesmo programa, Carlos Pinto do Carmo, antigo inspetor da PJ, destacou a importância da reação da mãe de Maycon. "A mãe, o sentimento da mãe, que é das primeiras pessoas a interiorizar que o filho está morto, diz tudo. E diz tudo porquê? Porque conhece o filho e sabia dos antecedentes", explicou o especialista.
"Desde o início que existiram sempre mais dados no sentido do suicídio do que no sentido do crime", afirmou ainda.