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Notícia
Crime

As últimas horas fatais de Ricardo Claro, que teve final trágico e muito violento após jantar em casa da mãe

Gestor, de 50 anos, foi selvaticamente assassinado. Há dois homens em fuga e um terceiro detido preventivamente, que poderá ajudar a desvendar os meandros do crime.
Por Rute Lourenço | 04 de abril de 2026 às 19:38
Ricardo Claro, gestor de 50 anos, foi assassinado após jantar com a mãe Foto: Flash

Há três semanas que a Polícia Judiciária tentava seguir o rasto de Ricardo Claro. O gestor, de 50 anos, diretor financeiro de um restaurante de luxo em Vale do Lobo, no Algarve, desaparecera de forma misteriosa após um jantar em casa da mãe, em Faro, e desde então tudo se revelava um perfeito mistério, que foi sendo solucionado nas semanas seguintes até o corpo ter sido encontrado no dia 2 de abril, numa zona de terrenos baldios, perto de Loulé, depois de o sistema GPS do carro de Ricardo ter sido fundamental para conduzir a polícia ao local.

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Só a autópsia poderá determinar a causa da morte, mas os primeiros indícios recolhidos pelas autoridades apontam para uma morte extremamente violenta. Segundo revelou o Correio da Manhã, o empresário tinha os pulsos e os tornozelos amarrados com fita adesiva e poderá ter passado perto de três horas fechado na bagageira do carro antes de os assaltantes terem conseguido verificar os códigos de cartões bancários e aceder ao cofre do restaurante para o qual Ricardo trabalhava - onde estava guardada uma grande quantia de dinheiro. Terá sido depois selvaticamente apedrejado, havendo também indícios de uma morte por asfixia. 

Ricardo Claro, gestor de 50 anos, teve um final trágico após jantar com a mãe Foto: Flash

Os homens, de nacionalidade brasileira, que conseguiram viajar para o país de origem e estão em fuga, deixaram, depois, o corpo de Ricardo no descampado e conduziram o automóvel deste até Olhão, onde deixaram a viatura, seguindo depois a sua rota de fuga. Há um terceiro suspeito, detido e já interrogado, que garante não ter tido participação direta no crime. Indícios apontam também para uma conexão sentimental com algum dos envolvidos, o que poderia facilitar o conhecimento da vítima, das suas rotinas e garantido o sucesso do plano. Um dos suspeitos já teria, também, trabalhado no restaurante onde Ricardo também exercia funções de recursos humanos. 

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A investigação prossegue sob direção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro, sendo que até agora apenas o suspeito de 39 anos, que está em prisão preventiva, poderá ajudar a compreender o que aconteceu.

As cerimónias fúnebres irão acontecer depois de a autópsia, que poderá determinar a causa da morte de Ricardo Claro.

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