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Pronta para falar. Inês Herédia revela que psicóloga tentou 'convertê-la' em relação à sua orientação sexual

Atriz manifestou-se contra petição que pede o fim da "descriminalização das 'terapias de conversão sexual'" e diz estar pronta para levar o seu caso pessoal ao Parlamento.
Por Rute Lourenço | 04 de abril de 2026 às 14:52
Inês Herédia denuncia tentativa de 'conversão' e leva caso ao Parlamento Flash
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Depois de um grupo de cidadãos ter entregue no Parlamento uma petição que a pedir o “fim da ideologia de género” e a "descriminalização das 'terapias de conversão sexual'"., Inês Herédia decidiu falar sobre o seu caso pessoal, mostrando-se disponível para dar o seu testemunho público. 

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Hoje completamente assumida em relação à sua orientação sexual, a atriz já partilhou que este não foi um processo fácil. "Demorei muito, muito tempo desde o primeiro relacionamento que tive [com uma mulher] até dizer: eu gosto de mulheres (...) Não foi fácil assumir-me. Sou católica e não percebia porque tinha nascido assim", já partilhou no passado Inês, que assumiria ao lado de Gabriela Sobral, com quem tem dois filhos, a sua homossexualidade.

Porém, antes disso, garante ter sido desencorajada por uma psicóloga a assumir os seus sentimentos, revelando agora que a profissional a tentou 'converter' em relação à sua orientação sexual. "Nunca falei publicamente sobre isto porque não foi necessário e porque não tinha a distância necessária. Estou no entanto, inteiramente disponível para testemunhar em primeira pessoa ao nosso Parlamento o que é ser alvo de uma prática destas (terapias de conversão sexual)", disse, acrescentando que ainda hoje tem guardados os papéis de exercícios que lhe eram passados nas sessões orientadas pela psicóloga.

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"Posso também levar os exercícios que a minha psicóloga me fazia, guardei as folhas todas. E convidamos estas 17.000 pessoas a fazerem cada um deles. Numa espécie de Hunger Games para ver quem chega ao fim de pé. O perigo destas práticas é MUITO sério e MUITO silencioso. A OMS pronunciou-se e a lei acompanhou. Não dá para voltar atrás nisto."

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