Quando Hollywood casou com a realeza europeia! Passam 70 anos do luxuoso casamento de Grace Kelly e Rainier do Mónaco
Em abril de 1956, o mundo parou para assistir a um conto de fadas ganhar vida. O casamento entre a atriz norte-americana Grace Kelly e o príncipe Rainier do Mónaco não foi apenas uma cerimónia... foi um verdadeiro fenómeno global.Este sábado, dia 18 de abril, assinalou-se o 70.º aniversário do casamento de Rainier do Mónaco com a atriz Grace Kelly.
Estavamos em 1956 e ainda faltavam 25 anos até que o mundo voltasse a suster a respiração da mesma forma com um casamento real: o de Carlos e Diana. Até então, nunca se tinha visto tal coisa, já que era uma mistura sem precedentes do mediatismo de Hollywood com a institucionalidade da realeza europeia.
Sobre o seu primeiro encontro com Rainier, arranjado pelo então editor da revista 'Paris Match' durante uma viagem da atriz ao Mónaco, Grace Kelly viria a contar: "Ele pareceu-me um homem excessivamente tímido que se esforçou, talvez até demais, para ser afável comigo. Ele disse-me que nunca tinha estado no meu país, mas que planeava viajar para lá em breve. Como eu não fazia ideia do que significava protocolo, dei-lhe meu número de telefone e disse para me avisar quando chegasse a Nova Iorque".
No grande dia, e com todos os holofotes em cima do casal, o príncipe Rainier III era a imagem do orgulho ao ver chegar a noiva, uma das estrelas de cinema mais aclamadas do planeta e uma das musas de Hitchcock.
A nova princesa trazia consigo o glamour e a elegância para o seio da família real monegasca.
Um verdadeiro conto de fadas que em nada fazia prever o desfecho trágico, com a morte precoce da princesa, em 1982, com apenas 52 anos, vítima de um acidente de viação.
Contudo, depois da inebriação inicial de ter casado com um príncipe verdadeiro, a beldade norte-americana começou a ter saudades da vida que foi obrigada a abandonar para casar com Rainier. Faziam-lhe falta os aplausos e o ritmo agitado da meca do cinema. Foi ficando cada vez mais triste. Dizem os biógrafos que Grace Kelly conseguia transmitir para o exterior de uma mulher realizada, mas quando as portas do palácio Grimaldi se fechavam atrás de si, ela era incapaz de esconder a tristeza.
Ao longo dos anos, e depois de várias tentativas de retomar a sua carreira - sempre negadas pelo marido - Grace Kelly foi-se resignando. E a melancolia passou a fazer parte do seu estado de ânimo. Do seu legado fazem parte, além dos filmes eternos que protagonizou, os seus três filhos: a princesa Carolina, o príncipe Alberto e a princesa Stéphanie.