Aos 82 anos, Julio Iglesias está a atravessar a fase mais conturbada da sua vida. No passado dia 5, duas ex-funcionárias registaram queixas contra o cantor espanhol, alegando maus-tratos, assédio e abuso sexual, situações que terão ocorrido nas mansões de Iglesias na República Dominicana e nas Bahamas.
Esta segunda-feira, o advogado de defesa do artista, José Antonio Choclán, solicitou o arquivamento do inquérito em curso, argumentando que os tribunais espanhóis, e consequentemente o Ministério Público Nacional, não têm jurisdição para investigar essas alegações, uma vez que as denúncias dizem respeito a algo que se passou, alegadamente, fora de Espanha.
“É inaceitável que o Ministério Público espanhol assuma unilateralmente o poder de se tornar num 'Procurador Universal', e que os tribunais espanhóis (...) tenham o direito de escolher a jurisdição que melhor lhes convém”, argumentou Choclán.
De acordo com o 'ElDiario, exigia ainda "acesso direto" ao processo de investigação... mas acaba de receber más notícias para a sua defesa.
A Procuradoria-Geral da República rejeitou o pedido de Iglesias tanto para arquivamento, como para participar na investigação em curso. No documento, a procuradora-adjunta Marta Durántez argumenta que a investigação está em fase inicial e explica que é necessário recolher depoimentos das queixosas, bem como tomar outras providências, até que se chegue a uma "decisão bem fundamentada" sobre as alegações.
Com as informações obtidas, o Ministério Público deverá então decidir se o processo pode seguir para tribunal ou se é arquivado.