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Mais um dia, mais uma polémica relacionada com declarações de deputados do Chega.
Durante um debate parlamentar na quarta-feira passada, dia 29, a deputada do PS Eva Cruzeiro acusou os deputados do Chega de serem "racistas e xenófobos". Pedro Pinto, braço-direito de André Ventura, revoltou-se, afirmando que "não admitia" que a bancada fosse classificada de "racista e fascista".
Seguiram-se vários minutos de tensão em que se vê o deputado do Chega Filipe Melo a gritar várias coisas, em pé, e longe dos microfones.
Foi então que Eva Cruzeiro, luso-angolana que nasceu no Seixal, lhe respondeu ao microfone: "Eu estou na minha terra, excelentíssimo deputado. Esta é a nossa terra".
Pedro Delgado Alves, também do PS, explicou então o que tinha acabado de ouvir: "No mesmo segundo em que o senhor deputado se insurge por a bancada do Chega ter sido chamada 'racista', o senhor deputado manda a senhora deputada Eva Cruzeiro regressar à terra dela".
Eva Cruzeiro garante que vai avançar com queixa contra Melo e o Livre já pediu o afastamento do deputado da Mesa da Assembleia da República.
"O racismo que sempre existiu em Portugal deixou de ser envergonhado (...) A lição do grito 'vai para a tua terra' consolida o Chega como partido racista", escreve a jornalista Ana Sá Lopes no 'Público', a propósito do incidente.
Filipe Melo, recorde-se, é o mesmo deputado que, perante uma manifestação de imigrantes em frente à Assembleia da República, gravou um vídeo para as redes sociais a dizer que "era um cheiro a caril tremendo" e que é acusado de ter enviado beijos em modo de provocação a Isabel Moreira, um dos seus principais alvos de insultos nas redes sociais.
António Filipe Dias Melo Peixoto é bracarense, tem 44 anos e trabalhou durante 15 anos no antigo BES.
Segundo a 'CNN Portugal', Filipe Melo foi condenado pelo Tribunal de Braga a pagar dívidas de cerca de 80 mil euros na sequência de três processos de execução. Viu o seu nome publicado na Lista Pública de Execuções e terá mesmo visto o seu vencimento de deputado penhorado por uma instituição de ensino frequentada pelo filho.
As acusações de xenofobia não são de agora. Recorde-se que Filipe Melo escreveu um post na sua página pessoal de Facebook sobre outra militante do Chega de origem brasileira, Cibelli Pinheiro de Almeida – então presidente da Mesa da Assembleia Distrital – que acabou por se demitir.
Inicialmente Filipe Melo escrevera: “Não vai ser uma brasileira que vai mandar nos destinos de um partido nacionalista, patriótico. Nunca, não permitirei".
Depois da polémica, decidiu editar o post, substituindo “brasileira” por... “senhora”.