Depois de em meados de maio ter anunciado a venda os seus restaurantes no Bairro Alto, em Lisboa, ao empresário nepalês Dhurba Subedi, encerrando 17 anos de operação continua do grupo 100 Maneiras com os seus dois sócios, o chef Ljubomir Stanisic, de 48 anos de idade, refugiou-se no seu monte alentejano em Santa Margarida da Serra, nos arredores de Grândola, e agora cozinha para os amigos em casa ou quando é contratado para refeições particulares, tendo-se afastado totalmente dos holofotes da fama.
Só que no último fim de semana saiu do seu 'refúgio' e foi até à Fonte da Telha, na Costa de Caparica, para jantar na esplanada de um restaurante local e fez um vídeo que publicou nas suas redes sociais, dando o ar da sua graça. "Restaurante daqueles clássicos, não dá nada para ser chique, ser bonitinho e estar fininho", começa por dizer, em tom descontraído, explicando não estar à espera de receber um atendimento 'premium', mas antes um bem terra a terra.
"Estar à espera de beber um grande vinho? Nada disso. Neste caso trouxe o nosso vinho. Estou num restaurante na Costa de Caparica, na Fonte da Telha", confirma, explicando como funciona o serviço, e como o modo simples de confeccionar a comida e de atender os clientes o entusiasma: "O peixe vem diretamente do mar para aqui. Sejam sardinhas, cavalinhas. Apanham aqui as conquilhas todos os dias na maré baixa. O choco incrivelmente bom, com tintinha. Não dá para comer aquele choco tipo limpinho, todo pequenininho. Não, é com a tripa toda, assim, como deve ser. Que é incrível".
Ljubomir Stanisic não só se mostra a comer choco com tinta, como sorri para a câmara do telemóvel com os dentes todos pretos da tinta do cefalópode: "Aqui as minhas amigas, que gostam muito de nós, dizem: 'É assim que se come o choco?'".