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A polémica em torno do bebé que o primeiro-ministro neerlandês e o noivo estão à espera: "Todos ganham dinheiro..."

Rob Jetten e o companheiro, o jogador argentino de hóquei Nicolás Keenan, vão ser pais com a ajuda de duas mulheres, uma dadora de óvulos e uma gestante de substituição.
25 de outubro de 2026 às 19:10
A história de amor entre o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, e o atleta argentino Nicolás Keenan Foto: Foto: Instagram
A história de amor entre o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, e o atleta argentino Nicolás Keenan Foto: Foto: Instagram
A história de amor entre o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, e o atleta argentino Nicolás Keenan Foto: Foto: Instagram
A história de amor entre o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, e o atleta argentino Nicolás Keenan Foto: Foto: Instagram

"Alguém muito especial vem a caminho. Vemo-nos em 2027, bebé." Foi desta forma que Rob Jetten, primeiro-ministro dos Países Baixos, e o noivo, Nicolás Keenan, anunciaram que vão ser pais na próxima primavera. O casal recorreu à ajuda de duas mulheres neerlandesas que conhece pessoalmente: uma dadora de óvulos e Lisa, a gestante. O processo foi realizado através de fecundação in vitro e sem remuneração pela gravidez, uma vez que a gestação de substituição comercial é proibida no país.

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A notícia surge, porém, num momento delicado. O Parlamento neerlandês prepara-se para debater uma proposta de lei que poderá facilitar o reconhecimento legal dos futuros pais desde o nascimento. A possibilidade de flexibilizar as regras tem gerado críticas de setores conservadores cristãos, que consideram a prática eticamente problemática.

Uma das vozes críticas é Pauline van Berkel, que foi gestante de substituição em duas ocasiões. Em declarações ao jornal 'de Volkskrant', questionou a ideia de que estes processos sejam verdadeiramente não comerciais. "Os advogados, as agências de intermediação e as clínicas de fecundação in vitro obtêm lucros consideráveis. Todos ganham dinheiro, exceto a pessoa que faz o trabalho mais duro e assume os riscos. E a isso chamamos ético", afirmou.

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Lisa, por seu lado, descreveu a experiência como uma forma especial de ajudar os amigos a concretizarem o sonho de constituir família. Rob Jetten também agradeceu às duas mulheres, dizendo estar "infinitamente agradecido" pela ajuda que recebeu. O caso volta assim a colocar no centro do debate os limites da gestação de substituição, os riscos assumidos pelas gestantes e a fronteira entre ajuda altruísta e interesses financeiros.

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