Choque no Vaticano: especialista Pilar Eyre defende 'rebeldia' de rainha Letizia perante o Papa e fala em hipocrisia
Nos bastidores do encontro real no Vaticano e a polémica que está a dividir opiniões no país vizinho, com a especialista em realeza a ser pragmática na leitura sobre as escolhas de Letizia.A recente visita dos reis de Espanha ao Vaticano está a dar que falar e não é apenas pelo encontro histórico com o Papa Leão XIV. Pilar Eyre, especialista em realeza e colaboradora da revista espanhola 'Lecturas', lançou a discussão ao analisar as escolhas de estilo da rainha Letizia, num momento que muitos consideram uma rutura com o protocolo tradicional.
Aos 53 anos, Letizia acompanhou o rei Felipe VI numa audiência privada na biblioteca do Sumo Pontífice, no Vaticano, em Roma. Contudo, foi o uso do chamado "privilégio do branco" que acabou por marcar a visita e acender a polémica nas redes sociais e entre os observadores da Casa Real espanhola.
Apenas um pequeno grupo de rainhas e princesas católicas tem a autorização protocolar de vestir de branco perante o Papa, enquanto as restantes mulheres devem, por norma, usar negro e cobrir a cabeça com um véu ou mantilha. Letizia, que detém este privilégio desde 2014, optou por um vestido branco, mas dispensou os acessórios mais tradicionais da monarquia espanhola.
Para Pilar Eyre, esta foi uma decisão acertada e coerente. "Parece-me perfeito que a rainha tenha renunciado ao 'privilégio do branco' total. Espanha é um país aconfessional e Letizia é agnóstica", justificou a jornalista, citada pela 'Lecturas'. Eyre foi mais longe na sua análise: "Teria parecido uma hipocrisia que Letizia fosse com a 'peineta', mantilha e tudo o mais".
As declarações de Eyre acabaram por gerar uma onda de reações, com muitos seguidores da especialista a recordarem que Letizia se casou pela Igreja e que as suas filhas, a princesa Leonor e a infanta Sofia, estão batizadas, questionando o alegado agnosticismo da mulher de Felipe VI.
Outros defensores do protocolo argumentaram que a indumentária perante o Papa não é uma questão de fé pessoal, mas sim de respeito institucional entre chefes de Estado. Pilar Eyre manteve-se fime nos argumentos e reforçou que a escolha de Letizia reflete a modernidade e a realidade atual de Espanha. Segundo a jornalista, a rainha manteve o vestido branco apenas para não "incendiar" certas fações mais conservadoras, mas a ausência da mantilha é um sinal claro de que Letizia pretende ser fiel às suas convicções e ao papel que desempenha numa monarquia moderna e parlamentar.