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Choque no Vaticano: especialista Pilar Eyre defende 'rebeldia' de rainha Letizia perante o Papa e fala em hipocrisia

Nos bastidores do encontro real no Vaticano e a polémica que está a dividir opiniões no país vizinho, com a especialista em realeza a ser pragmática na leitura sobre as escolhas de Letizia.
Por FLASH! | 21 de março de 2026 às 19:26
Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, visitam o Papa Leão XIV no Vaticano Foto: Lusa/EPA
Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, visitam o Papa Leão XIV no Vaticano Foto: Lusa/EPA
Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, visitam o Papa Leão XIV no Vaticano Foto: Lusa/EPA
Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, visitam o Papa Leão XIV no Vaticano Foto: Lusa/EPA
Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, visitam o Papa Leão XIV no Vaticano Foto: Lusa/EPA
Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, visitam o Papa Leão XIV no Vaticano Foto: Lusa/EPA
Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia, visitam o Papa Leão XIV no Vaticano Foto: Lusa/EPA

A recente visita dos reis de Espanha ao Vaticano está a dar que falar e não é apenas pelo encontro histórico com o Papa Leão XIV. Pilar Eyre, especialista em realeza e colaboradora da revista espanhola 'Lecturas', lançou a discussão ao analisar as escolhas de estilo da rainha Letizia, num momento que muitos consideram uma rutura com o protocolo tradicional.

Aos 53 anos, Letizia acompanhou o rei Felipe VI numa audiência privada na biblioteca do Sumo Pontífice, no Vaticano, em Roma. Contudo, foi o uso do chamado "privilégio do branco" que acabou por marcar a visita e acender a polémica nas redes sociais e entre os observadores da Casa Real espanhola.

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Apenas um pequeno grupo de rainhas e princesas católicas tem a autorização protocolar de vestir de branco perante o Papa, enquanto as restantes mulheres devem, por norma, usar negro e cobrir a cabeça com um véu ou mantilha. Letizia, que detém este privilégio desde 2014, optou por um vestido branco, mas dispensou os acessórios mais tradicionais da monarquia espanhola.

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Para Pilar Eyre, esta foi uma decisão acertada e coerente. "Parece-me perfeito que a rainha tenha renunciado ao 'privilégio do branco' total. Espanha é um país aconfessional e Letizia é agnóstica", justificou a jornalista, citada pela 'Lecturas'. Eyre foi mais longe na sua análise: "Teria parecido uma hipocrisia que Letizia fosse com a 'peineta', mantilha e tudo o mais".

As declarações de Eyre acabaram por gerar uma onda de reações, com muitos seguidores da especialista a recordarem que Letizia se casou pela Igreja e que as suas filhas, a princesa Leonor e a infanta Sofia, estão batizadas, questionando o alegado agnosticismo da mulher de Felipe VI.

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Outros defensores do protocolo argumentaram que a indumentária perante o Papa não é uma questão de fé pessoal, mas sim de respeito institucional entre chefes de Estado. Pilar Eyre manteve-se fime nos argumentos e reforçou que a escolha de Letizia reflete a modernidade e a realidade atual de Espanha. Segundo a jornalista, a rainha manteve o vestido branco apenas para não "incendiar" certas fações mais conservadoras, mas a ausência da mantilha é um sinal claro de que Letizia pretende ser fiel às suas convicções e ao papel que desempenha numa monarquia moderna e parlamentar.

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