Marido de Paula Amorim, Miguel Guedes de Sousa, perde a paciência e dá murro na mesa: "Já alertei, já berrei, já tentei tudo"
O empresário e marido de uma das mulheres mais ricas e poderosas de Portugal, quebra o silêncio e aponta baterias a vários alvos com críticas violentas. Ninguém fica bem na fotografia.Habituado ao rigor e à excelência de projetos como o JNcQUOI ou os exclusivos refúgios da Comporta, Miguel Guedes de Sousa perdeu a paciência. O marido de Paula Amorim – a figura com maior mediatismo da família mais rica de Portugal – decidiu quebrar o silêncio e "berrar" contra o que classifica como uma emergência nacional: o caos do aeroporto de Lisboa, Humberto Delgado.
Se no final de 2025 o empresário já tinha enviado uma carta direta ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, alertando para o "colapso operacional", cinco meses depois a indignação subiu de tom. Para quem gere destinos de luxo e recebe a elite mundial, ver milhares de passageiros, incluindo crianças, retidos horas a fio no controlo fronteiriço é mais do que uma falha técnica, é uma vergonha internacional.
Num desabafo violento, Miguel Guedes de Sousa aponta baterias à "ausência total de vontade real" para resolver o problema, tendo como objetivo vários alvos. "Já opinei, já escrevi, já avisei, já alertei, já berrei", assume, desiludido com o vício nacional da descoordenação. Para o empresário, o País está refém de entidades que apenas defendem o seu "pequeno quintal", desde polícias a sindicatos e gestores aeroportuários.
O recado para a classe política não podia ser mais amargo: "Portugal não tem hoje políticos com força, coragem e autoridade para dizer: basta". O marido da herdeira do império Amorim lamenta que Portugal se contente com a "mediocridade" e "castigue quem exige mais", enquanto a porta de entrada do País oferece uma imagem degradada ao mundo.
Para Miguel Guedes de Sousa, o caos na Portela é um veneno para a economia e para o investimento. Enquanto a família Amorim continua a elevar o nome de Portugal através do turismo de luxo, o aeroporto dá mostras, de acordo com o empresário, de ser um agente bloqueador que vai em sentido contrário.
"Teremos exatamente o que merecemos: filas indignas, serviços degradados, turistas frustrados e imagem destruída", vaticina, num alerta que é também um ultimato. Para o homem que partilha a vida com Paula Amorim, a paciência esgotou-se: ou há liderança, ou Portugal continuará a desperdiçar uma "oportunidade histórica" por pura falta de ambição.