Julio Iglesias decidiu tomar medidas drásticas contra a fisioterapeuta e a empregada doméstica que o acusam de assédio e abusos sexuais, depois de ver rejeitado pelo tribunal o seu pedido de intervenção na investigação.
O cantor espanhol, de 82 anos, acaba de publicar nas redes sociais várias mensagens privadas que recebeu das duas queixosas, tanto durante o período dos alegados abusos, em 2021, como quando já não eram suas funcionárias. Tratam-se de mensagens muito carinhosas em que ambas declaram o seu apreço pelo seu 'patrão'.
"Este é o único meio que me permite exercer legitimamente o meu direito à defesa e demonstrar a absoluta falsidade dos factos relatados. As evidências são claras: as comunicações via WhatsApp enviadas pelas queixosas durante o período em que trabalharam em minha casa e as comunicações após a sua saída demonstram que as informações divulgadas carecem de veracidade", explicou.
O QUE DIZEM AS MENSAGENS
"Adoro-o e, se precisar de algo, estou à sua inteira disposição. Obrigada pela paciência e pelas sessões de hoje; cada dia consigo é valioso para mim, porque aprendo um pouco mais. Um beijo e um abraço. Boa noite", escrevia a fisioterapeuta, Stephany, em 2021.
Um ano depois, em 2022, enviava-lhe a seguinte mensagem: "Feliz aniversário, Julito. Que Deus continue a abençoá-lo com saúde para que possa continuar a desfrutar desta bela vida. Adoro-o. Irei sempre lembrar-me de si com carinho".
Já a empregada doméstica, Alejandra, enviou-lhe várias mensagens em 2023. "Só para lhe enviar um forte abraço e dizer-lhe que gosto muito de si e que estou às ordens", escrevia numa delas.
ACUSAÇÕES DE "ESCRAVIDÃO" E ABUSOS SEXUAIS
As duas mulheres relataram os 'horrores' que afirmam ter vivido nas mansões do artista em Punta Cana e nas Bahamas no ano de 2021.
Entre os alegados abusos sexuais, a empregada disse ter sido "penetrada analmente com os dedos" por Iglesias e que o cantor nunca acedia aos seus pedidos para que parasse. "Dizia-lhe para parar mais de cinco vezes. Também me deu uma bofetada na cara com muita força, com uma força tremenda — foi horrível", contou. "Sentia-me como um objeto, como uma escrava”.
Já a fisioterapeuta diz que os abusos nunca chegaram a um teor sexual, porque conseguiu impor os seus limites de forma veemente, mas não é por isso que se diz ter sentido menos humilhada. “Repreendia-me e humilhava-me em público, à hora das refeições, à frente de todos os que estavam à mesa, porque não dizia essas coisas em privado. O almoço era quase sempre uma tragédia. (...) Dizia sempre que eu era gorda e que precisava de emagrecer", garante.
Quando ficavam sozinhos, Iglesias tentava sempre uma abordagem mais íntima, mesmo que não levasse a cabo os seus avanços. "Também me perguntava, quando estávamos sozinhos, se gostava de sexo a três, se gostava de mulheres e se era mente aberta. Noutras ocasiões, fazia perguntas pessoais como 'quando é que te tocas?'. Eu conseguia dizer não e, até certo ponto, ele respeitava esse não. Mas havia raparigas que não conseguiam dizer não. E ele fazia o que queria com elas", conta.