Josep Juanpere, um conhecido arquiteto no país vizinho, morreu a 26 de dezembro de 2025, aos 72 anos, na sua segunda residência em Baqueira, na região do Val d’Aran. Estava a passar as férias de Natal com a companheira, mas o que inicialmente parecia ser uma morte provocada por um problema de saúde acabaria por dar origem a uma investigação policial.
Dois dias antes de morrer, o arquiteto tinha-se sentido mal e foi observado no Hospital de Vielha, onde permaneceu algumas horas. Depois de receber alta, regressou a casa. No dia 26, acabou por morrer na residência. A companheira estava com ele e foi quem deu o alerta aos serviços de emergência.
A primeira autópsia não encontrou sinais de violência e apontou para um enfarte. Ainda assim, o caso não ficou encerrado. O Tribunal de Instrução de Vielha manteve uma investigação aberta, depois de terem surgido questões por esclarecer sobre as horas que antecederam a morte. O processo permaneceu sob segredo de justiça durante meses.
Agora, nove meses depois, a história sofreu uma reviravolta. Os Mossos d’Esquadra (autoridade policial) detiveram em Madrid a companheira de Juanpere, uma mulher de 65 anos, por suspeitas relacionadas com a morte do arquiteto. A operação foi conduzida pela Divisão de Investigação Criminal (DIC), em colaboração com as autoridades policiais espanholas.
As autoridades não divulgaram os elementos concretos que levaram à detenção. O processo continua sob segredo, pelo que permanecem por esclarecer publicamente as circunstâncias que terão levado os investigadores a afastar a hipótese inicial de uma morte natural e a investigar uma possível morte violenta.
Josep Juanpere era uma figura reconhecida no mundo da arquitetura e do design em Barcelona. Em 1986, fundou com Antonio Puig o estúdio GCA Architects, que desenvolveu projetos de arquitetura e interiores, incluindo trabalhos ligados ao Hotel Arts e à Torre Puig.