Lisboa despediu-se esta quinta-feira, 24 de setembro, de Jorge Palma. O cortejo fúnebre partiu da Voz do Operário, rumo ao cemitério do Alto de São João, onde o corpo do músico foi cremado numa cerimónia reservada à família e aos amigos mais próximos, tal como tinha sido pedido pelos familiares e pela agência que representava o artista.
Ao longo do percurso, muitos admiradores fizeram questão de marcar presença para prestar uma última homenagem a uma das figuras mais marcantes da música portuguesa. O cortejo fúnebre foi acompanhado ao som de aplausos, de cravos nas mãos, símbolo de Liberdade, muitas vezes cantada por Palma. Num cenário de profunda emoção, os filhos Francisco e Vicente Palma surgiram visivelmente abalados, acompanhados pela mãe, Graça Lami, antiga companheira do cantor, assim como pela atual companheira, a atriz Rita Tomé, que esteve ao lado de Jorge Palma até ao derradeiro instante.
A despedida pública iniciou-se ontem, quarta-feira, quando a Voz do Operário abriu portas para o velório do músico. O espaço recebeu centenas de pessoas que quiseram prestar tributo ao autor de alguns dos temas mais emblemáticos da música nacional. Entre familiares, amigos, colegas de profissão e fãs, foram muitos os que fizeram questão de despedir-se de Jorge Palma.
Do mundo da música Carminho, Sérgio Godinho, Vitorino e João Gil estiveram entre as figuras que marcaram presença nas cerimónias, num ambiente de consternação. Também várias personalidades da vida pública se associaram à homenagem. O antigo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, estiveram presentes para prestar a sua homenagem ao cantor e compositor.
Jorge Palma morreu na noite de 21 de setembro, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. A notícia foi comunicada pela família, que apelou para que o músico fosse recordado através da sua obra, das suas canções e das palavras que deixou ao longo de uma carreira com décadas de história.