Margarida Maldonado Freitas, a primeira-dama que aprendeu com o 'episódio Valentino' e se tornou 'rainha' de estilo, elogiada em toda a Europa
"Fala" através de gestos, sorriso e postura, mas acima de tudo por vestir modelos adequados a cada momento ou cerimónia protocolar. Depois de Luxemburgo e Madrid, agora foi a vez de Roma e do Vaticano se render a seus pés. Já há quem compare a mulher do Presidente António José Seguro à rainha Letizia.
Primeira-dama Margarida Maldonado FreitasFoto: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA_EPA
Margarida Maldonado Freitas, de 54 anos de idade, a primeira-dama que diz não existir na lei tal cargo, ainda não proferiu um único discurso ou disse algumas palavras à imprensa depois da eleição do marido, António José Seguro, de 64, e já conquistou com o seu silêncio propositado os portugueses, cada vez mais atentos aos seus movimentos. Nos últimos sete meses após a tomada de posse do marido, Margarida acabou por usar a linguagem não verbal como o seu maior trunfo discursivo. Parece estranho? Falar sem abrir a boca? Nós explicamos.
Na falta de discursos escritos ou de reações quando interpelada, Margarida Maldonado Freitas "fala" através dos seus gestos e escolhas visuais. Análises à sua linguagem corporal destacam que o seu carisma e liderança empática assentam na expressividade natural do seu olhar e no toque protetor e atencioso nas interações com as pessoas, dispensando a necessidade de púlpitos, microfones ou holofotes. Margarida apresenta-se ao País como uma mulher empoderada que delimita claramente a fronteira entre o apoio ao cônjuge e a sua própria individualidade. Prefere ser um exemplo de mulher empresária independente do que marcar a sua presença pelo papel institucional, formal, de primeira dama.
A principal característica da presença pública de Margarida Maldonado Freitas é precisamente a ausência de discursos ou grandes intervenções públicas formais. Desde que o marido, António José Seguro, assumiu a Presidência da República, ela tem optado por uma postura intencionalmente discreta e silenciosa. Esta decisão reflete uma escolha pessoal e uma posição ideológica firme, como afirmou ainda durante a campanha eleitoral ao rejeitar o título – "Não há primeiras-damas no nosso País" –, fazendo-o mesmo antes de o marido vencer as eleições. Ela sabe que não foi eleita para nenhum cargo público e que a sua presença se destina a acompanhar o Chefe de Estado sempre que as exigências protocolares assim o determinem.
ABDICOU DE GABINETE EM BELÉM, AO CONTRÁRIO DAS ANTECESSORAS
O silêncio em palcos de oratória política e eventos internacionais serve também para proteger a sua autonomia. Mantendo-se focada na sua carreira na área da saúde e na gestão das suas três farmácias e dos seus negócios nas Caldas da Rainha, a sua mensagem principal é transmitida através de atos, posturas e convicções, não em proclamações. Um desses atos que passou quase despercebido foi o de ter abdicado do gabinete oficial que lhe estava destinado em Belém, que as suas antecessoras utilizaram, mostrando assim pretender continuar a ser uma cidadã financeiramente independente e ativa.
O comportamento público de Margarida é indissociável da forma como a sua imagem é recebida. Sendo uma profissional da área da saúde (farmacêutica) que nunca procurou o mediatismo político, a sua postura em eventos oficiais transmite um conjunto muito claro de valores e mensagens. Ao contrário de outras figuras públicas, ou até mesmo de primeiras-damas no passado, que procuram o protagonismo, a nova primeira-dama adota uma postura reservada e focada no papel institucional. O seu comportamento transmite que a sua presença serve tão somente para dignificar o Estado português e apoiar o Presidente, que por acaso é seu marido há 25 anos, e não para benefício ou promoção pessoal.
DEPOIS DO 'LAPSO' VALENTINO, ESTÁ, EM ESTILO, AO NÍVEL DA REALEZA EUROPEIA
Esta sobriedade tem-lhe vindo a conferir uma aura de grande respeito e seriedade junto da opinião pública, muito também por manter a sua vida e carreira afastadas dos holofotes, transmitindo com mulher do Chefe de Estado sinais de grande autenticidade. De sorriso contido, gestos medidos e naturalidade na interação com cidadãos comuns e também com homólogos estrangeiros – sem artifícios ou poses excessivamente ensaiadas – faz com que o público a perceba como uma figura próxima, real e genuína. Se na tomada de posse a 9 de março de 2026 no Palácio de São Bento revelou alguma timidez e hesitação de quem se estava a estrear no protocolo de Estado, as viagens seguintes ao Luxemburgo, a Espanha e esta semana ao Vaticano mostraram uma evolução notável na postura.
Margarida já domina mais o protocolo e consegue a proeza de se movimentar com a mesma elegância, quer perante a realeza europeia (no caso de Letizia e Felipe VI), quer perante o Sumo Pontífice (o Papa Leão XIV). Usa com orgulho nas suas aparições joalharia tradicional portuguesa, em especial a filigrana, tornando embaixadora da portugalidade, e, depois das críticas que recebeu por ter envergado um modelo da prestigiada maison italiana Valentino na tomada de posse do marido, costumizado e alterado com os botões em filigrana, facto que levantou tanta celeuma e gerou debates intermináveis sobre estilo que a visada decidiu começar a apostar nos designer locais, como a estilista Susana Agostinho, uma prestigiada criadora de alta-costura natural das Caldas da Rainha, que desenhou o vestido azul-claro acetinado que a primeira dama usou a 10 de junho nas comemorações do Dia de Portugal no Luxemburgo, referenciado na imprensa local pela elegância geométrica e pela escolha intencional de um tom que transmite confiança e estabilidade.
A farmacêutica apresenta-se contudo ao lado do marido sem nacionalismos exagerados, mas transmitindo um profundo orgulho pela identidade portuguesa. O seu comportamento não é ruidoso, mas antes uma forma de diplomacia subtil, onde a valorização do que é nacional é feita com orgulho. O comportamento de Margarida Maldonado Freitas transmite o equilíbrio perfeito entre a tradição e a modernidade, provando ser uma mulher profissional e contemporânea que assumiu com enorme sentido de dever, elegância e dignidade o papel de primeira-dama de Portugal.
REPÓRTERES NO VATICANO RENDIDOS AO 'ESTILO CERTO' DE MARGARIDA
A visita ao Vaticano que se iniciou dia 23 e continuou por dia 24 de setembro foi uma prova de fogo à surpreendente postura de Margarida Maldonado Freitas. Quando foram recebidos pelo reitor do Instituto Português em Roma, Monsenhor Agostinho Borges durante a visita ao templo barroco, Salão Nobre a Sala do Tesouro da Igreja de Santo António dos Portugueses, a primeira dama surpreendeu com um visual fluido todo branco e stilettos beges, com brincos em filigrana – que mereceu destaque pela leveza e sofisticação, mostrando a sua facilidade em alternar entre a sobriedade rígida e a elegância moderna. No dia seguinte, 24, no momento alto da audiência papal, Margarida voltou a marcar pontos na elegância e sobriedade. A imprensa internacional especializada e os correspondentes em Roma elogiaram a perfeição protocolar por si demonstrada na audiência com o Papa Leão XIV. A primeira-dama surgiu integralmente de preto e de cabeça coberta com um véu tradicional e isso foi visto no Vaticano como uma demonstração máxima de respeito e deferência diplomática, consolidando uma imagem de grande solenidade.
Ao nível de comportamento e mediatismo, meios de comunicação (como o 'Observador' ou a revista 'Sábado') caracterizam-na como uma figura invulgar em Belém. A imprensa destaca a sua forte convicção ao afirmar abertamente "Sou farmacêutica e não primeira-dama", bem como a sua recusa inicial em usar o gabinete oficial que as suas antecessoras ocupavam, preferindo manter a sua autonomia e o trabalho nas suas três farmácias. As análises de linguagem corporal que o profiler Alexandre Monteiro realizou para a The Mag, by Flash!, indicam que Margarida é uma figura "protetora", cuja presença em público não parece ensaiada, transmitindo uma genuína liderança empática e focada na proximidade.
A imprensa destaca que o seu guarda-roupa espelha a sua própria personalidade, que a descreve como autêntica, discreta e focada na simplicidade. E a transição de uma postura avessa aos holofotes para uma presença extremamente segura e confortável ao lado do marido consolidou-a como uma das figuras públicas mais bem vestidas e elogiadas da atualidade, mesmo que com marcas de prêt-à-porter, coordenados de alfaiataria, joalharia e calçado nacional, sendo recorrentemente comparada a outras referências de estilo da realeza europeia, como a Rainha Letízia.
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