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Mundial 2026

A imagem que vai marcar o Mundial: pais de Diogo Jota apanhados de surpresa com convite da Seleção e o desabafo da mãe que comoveu o País

Uma surpresa da Federação levou os pais de Diogo Jota até ao palco do Mundial, gerando uma onda de comoção nacional. Quase um ano após a tragédia, o desabafo da mãe do jogador está a emocionar o País.
Por Hélder Ramalho | 17 de junho de 2026 às 12:31
Foto: Diogo Baptista/Movephoto
Joaquim e Isabel, os pais de Diogo Jota e André Silva e Marcelo Rebelo de Sousa Foto: Diogo Baptista/Movephoto
Joaquim e Isabel, os pais de Diogo Jota e André Silva e Pepe Foto: Diogo Baptista/Movephoto
Foto: D.R.
Viúva de Diogo Jota sentida no regresso a Inglaterra com os pais do jogador e André Silva Flash
Rute Cardoso e Diogo Jota, Liverpool Foto: D.R.
Rute Cardoso, viúva de Diogo Jota Foto: Diogo Baptista/Movephoto

O coração dos portugueses bate mais forte esta quarta-feira, 17 de junho, com a entrada da Seleção Nacional no Mundial 2026. Contudo, em Houston, nos Estados Unidos, o embate frente ao Congo terá um significado que vai muito para além do futebol. A equipa das Quinas sobe ao relvado determinada a honrar a memória de Diogo Jota, num tributo que promete arrepiar o estádio e o País. Para que este momento ficasse completo, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) fez questão de convidar Joaquim e Isabel Silva, os pais de Diogo Jota, a assistirem à partida na bancada presidencial.

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O casal desembarcou em solo norte-americano e, na passada terça-feira, recebeu o abraço solidário de Pedro Proença, líder da FPF, de Margarida Balseiro Lopes, Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, e do embaixador Francisco Duarte Lopes. Este acolhimento institucional sublinha o carinho e o respeito que o País tem demonstrado por uma família que, desde a fatídica madrugada de 3 de julho de 2025, tenta aprender a sobreviver a um luto avassalador.

Quase um ano após o terrível acidente de viação em Zamora, Espanha, que ceifou a vida a Diogo Jota e ao seu irmão, André Silva, os pais quebraram o silêncio sobre a perda dos seus únicos dois filhos. Em declarações à revista TV 7 Dias, à margem da apresentação do livro Diogo Jota – 'Nunca Mais é Muito Tempo', de José Manuel Delgado, Isabel Silva desabafou emocionada: "Eu não passei, eu vou passar por tudo até morrer". A obra biográfica expõe o desespero inicial da mãe, que entrou em negação profunda ao acreditar que os rapazes estavam apenas feridos, aguardando socorro.

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Para Joaquim Silva, a partida prematura dos filhos ficou marcada como "o dia mais horrível" da sua vida. Recentemente, o casal viveu outro momento doloroso ao assinalar o 32.º aniversário de casamento. Foi a primeira vez que passaram a data sem os parabéns dos filhos, uma ausência descrita como insustentável. Esta "tristeza profunda" estende-se ao avô materno, Alberto Teixeira, que confessou cumprir o dolorido ritual de ir todos os dias ao cemitério.

Apesar do sofrimento incurável, a onda de carinho para com os dois jovens jogadores traz algum conforto aos pais. "Sinto-me muito orgulhosa por ver que os meus filhos eram adorados por toda a gente (...) Não chega, porque preferia tê-los aqui, mas é muito gratificante", admitiu a mãe, enquanto Joaquim sublinhava a honra de ver até onde o internacional português conseguiu chegar.

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Agora, as forças de Joaquim e Isabel concentram-se em Dinis, Duarte e Mafalda, os três filhos que Diogo Jota deixou da sua união com Rute Cardoso. Os avós assumem o compromisso de perpetuar a memória do tio e pai junto das crianças. Esta quarta-feira, em Houston, a Seleção Nacional joga com onze em campo, mas com a alma e a "força extra" de Diogo Jota no pensamento.

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