Alta pressão! Com a popularidade a baixar e todos os olhos postos nele, Luís Montenegro quebra finalmente o silêncio
Esta terça-feira, o primeiro-ministro falou finalmente sobre a violência policial nas manifestações sobre a crise na habitação, depois de um silêncio que, de acordo com sondagens recentes, lhe terá custado caro.O silêncio de Luís Montenegro perante a polémica em torno da atuação policial nas manifestações sobre a crise na habitação, no fim de semana passado, tem gerado as mais diversas críticas.
A ausência de um esclarecimento público do primeiro-ministro de Portugal e do Presidente da República, António José Seguro – que só esta manhã afirmou que "não gostou do que viu" – tem sido um dos pontos centrais da controvérsia.
Agora, esta terça-feira à tarde, Montenegro quebrou finalmente o silêncio, durante o debate do Orçamento do Estado para 2027, no Parlamento. O primeiro-ministro defendeu o direito à manifestação, mas salientou que o seu exercício deve respeitar "a tranquilidade" e "a salubridade" públicas.
"O direito à manifestação" não está em causa, garantiu o chefe do Governo, recusando que tenham existido restrições a esta liberdade fundamental. No entanto, advertiu que "este direito e a forma como se exerce" não podem comprometer a ordem pública.
Montenegro aproveitou ainda para elogiar a atuação da PSP, considerando que a polícia tem sido "especialmente cuidadosa e competente na reposição da normalidade sempre que se verificam excessos" e fez mesmo um "público reconhecimento" do que descreveu como o "equilíbrio e razoabilidade" demonstrados pelas forças de segurança. Segundo sublinhou, as intervenções policiais "têm respeitado os princípios da adequação, necessidade e proporcionalidade".
Antes, o silêncio de Luís Montenegro estava a sair-lhe cara. De acordo com a mais recente sondagem da Pitagórica para a TVI, CNN e 'Nascer do Sol', José Luís Carneiro, Secretário-Geral do PS, é, neste momento, o político preferido para ocupar o cargo de primeiro-ministro de Portugal.
Ainda segundo a mesma sondagem, a coligação da AD atingiu o valor mais baixo nas intenções de voto, já não se encontrando sequer em empate técnico com o PS, que ocupa neste momento a primeira posição. O Chega está em segundo lugar, seguido da AD, em terceiro.