Herança de 140 milhões de euros: a manobra de Joe Berardo que acabou da pior maneira
O empresário madeirende Joe Berardo tentou uma manobra milionária com a herança da falecida mulher para proteger a sua fortuna, mas a Justiça travou ação e vem aí contra-ataque.A herança da falecida mulher de Joe Berardo está no centro de uma nova batalha judicial que promete fazer correr muita tinta. Avaliado em mais de 140,7 milhões de euros, o património deixado por Carolina Conceição tornou-se o mais recente alvo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), numa reviravolta que acaba de ser detalhada numa investigação exclusiva do 'Correio da Manhã'.
Como cônjuge herdeiro, o conhecido empresário madeirense e colecionador de arte tinha direito a uma quota legítima de 31,26 milhões de euros. No entanto, numa estratégia agora revelada, Berardo optou por abdicar dessa fortuna para ficar apenas com um legado deixado em testamento: 46 mil títulos da Associação de Coleções (AC), com o valor nominal de 11,5 milhões de euros, prescindindo, assim, de quase 20 milhões de euros. O objetivo parecia claro: tentar blindar os bens e evitar que estes respondessem pelas suas pesadas dívidas pessoais.
Contudo, os planos do empresário sofreram um revés histórico. O Tribunal da Relação de Lisboa deu razão ao banco público, decretando que a CGD pode efetivamente penhorar e vender os bens herdados por Joe Berardo para colmatar uma dívida que ascende aos 60,27 milhões de euros.
Para compreender todos os contornos desta decisão judicial e descobrir o que acontece agora à Associação de Coleções, da qual o madeirense é presidente vitalício, leia a peça completa no artigo do 'Correio da Manhã'.