Morreu Luís Torres, dono do Elefante Branco e arguido em megaprocesso
Luís Torres, proprietário do Elefante Branco, morreu esta segunda-feira num hospital de Lisboa, após uma longa batalha contra um cancro do pulmão. O empresário encontrava-se também envolvido num processo judicial de grande dimensão que ainda aguardava julgamento.Luís Torres, proprietário do clube noturno Elefante Branco, morreu esta segunda-feira num hospital de Lisboa, avançou o 'Correio da Manhã'. O empresário encontrava-se doente, após lhe ter sido diagnosticado um cancro do pulmão em estado avançado, doença que se agravou nos últimos meses.
Nos últimos anos, Luís Torres tornou-se uma figura mediática não apenas pela ligação ao histórico espaço noturno da capital, mas também por estar envolvido num processo judicial. O empresário era um dos arguidos de uma investigação conduzida pelo Ministério Público, que o acusava dos crimes de lenocínio, tráfico de pessoas para exploração sexual e branqueamento de capitais. Segundo a acusação, os factos investigados estariam relacionados com alegadas atividades desenvolvidas no Elefante Branco e noutros espaços associados ao processo.
De acordo com o 'Correio da Manhã', o processo inclui ainda outros 11 arguidos, entre os quais a companheira de Luís Torres. O Ministério Público sustenta que, entre 2019 e 2025, centenas de mulheres terão sido exploradas sexualmente no âmbito de uma alegada rede que operava a partir de estabelecimentos ligados ao empresário.
Nos últimos meses, o estado de saúde de Luís Torres deteriorou-se significativamente. Apesar da doença oncológica avançada, chegou a cumprir prisão preventiva no âmbito da investigação, tendo posteriormente sido transferido para uma unidade hospitalar para receber acompanhamento médico e tratamentos especializados.
A morte de Luís Torres acontece numa altura em que o processo judicial continua a seguir os seus trâmites legais relativamente aos restantes arguidos.