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O desabafo de Manuel Luís Goucha que está a chocar: "A vida não valia a pena"

Hoje, Manuel Luís Goucha tem tudo aquilo que construiu ao longo de décadas: sucesso profissional, uma relação estável ao lado de Rui Oliveira e segurança financeira. Mas nem sempre foi assim.
Por Ana Cristina Esteveira | 11 de setembro de 2026 às 16:02
Manuel Luís Goucha no 'Funtástico' da TVI Foto: Flash
Manuel Luís Goucha Foto: Flash
Manuel Luís Goucha Foto: Flash
Manuel Luís Goucha Foto: Flash
Manuel Luís Goucha Foto: Flash

Hoje, Manuel Luís Goucha olha para a sua vida com outra segurança. A experiência, a terapia e os anos de profissão deram-lhe ferramentas para lidar com as críticas e com os altos e baixos inerentes à própria vida. Mas nem sempre teve essa capacidade. Há 32 anos, o apresentador atravessou uma depressão que surgiu numa altura particularmente difícil. De um lado, o fim do programa 'Momentos de Glória'. Do outro, o fim de uma relação de 11 anos. Duas perdas que aconteceram praticamente em simultâneo e que tiveram um impacto profundo.

“Eu sei perfeitamente quando foi e sei que estes dois fatores, o profissional e o sentimental, o afetivo, os dois ao mesmo tempo, derrubaram-me”, recordou no podcast 'Juntos Contra a Depressão', da CNN Portugal. A forma como passou a olhar para si próprio também mudou. As críticas profissionais ganharam outro peso e aquilo que antes poderia ser apenas uma opinião passou a atingir diretamente a sua confiança.

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“Penso que os sintomas de que me recordo, acima de tudo, estão ligados a uma tristeza sem fundo”, explicou, antes de reconhecer: “É a minha autoestima que é ferida de morte.” Hoje, garante que a relação com a crítica é completamente diferente. “Hoje, não há nenhuma crítica negativa que me deite abaixo, mas também não há nenhum elogio que me ponha num patamar de superioridade”, afirmou. E acrescentou: “Hoje é blindada.”

Mas, naquela época, perceber o que estava a acontecer não era fácil. Falava-se muito menos de depressão e Goucha acabou por procurar ajuda junto de pessoas próximas, entre elas Teresa Guilherme e Guilhermina Amaral. Seguiu depois para um psiquiatra, mas a primeira resposta que recebeu não correspondeu ao que procurava.

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“Eu queria era saber porque é que me sentia assim. Eu queria ir às origens, às razões que justificassem aquilo que eu estava a sentir”, contou. O sofrimento, que não esquece, chegou a um ponto extremo. “E aquilo que eu estava a sentir era horrível, que era não ter vontade de viver”, revelou. “Terei passado por pensamentos suicidas. [...] pensei que a vida não valia a pena.”

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A recuperação acabaria por coincidir com uma nova etapa profissional. Cerca de seis meses depois, Goucha regressou à RTP, fazendo questão de voltar ao ponto de partida, no Porto. Décadas depois, olha para esse período com outra distância. A depressão deixou marcas, mas também lhe deu uma consciência diferente sobre si próprio e sobre os sinais a que deve estar atento.

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