O que vai acontecer à menina cujo irmão matou a mãe? Família disponível para ficar com a criança, mas tribunal põe travão
Depois da tragédia, menina de apenas quatro anos vê o seu futuro depender do pai, que está preso, e do tribunal.O futuro da menina de quatro anos, irmã do jovem de 15 anos que matou a mãe em Oeiras, continua por decidir. As famílias materna e paterna da menina de 4 anos que ficou órfã de mãe estão no Tribunal de Cascais para decidir a sua guarda. Esta quarta-feira, dia 26 de agosto, o Tribunal de Cascais adiou a decisão sobre quem ficará responsável pela criança, uma vez que pretende ouvir primeiro o pai, que se encontra detido, numa sessão que deverá acontecer em setembro.
A família paterna da menina pretende ficar com a sua guarda e tem demonstrado disponibilidade para a acolher. No entanto, o tribunal considera necessário ouvir o pai antes de tomar uma decisão definitiva. O homem encontra-se atualmente preso por violência doméstica, num processo relacionado com agressões contra Gabriela Barbosa, mãe das crianças.
O caso ficou ainda mais delicado depois de se saber que o jovem de 15 anos já tinha pedido ajuda às autoridades. O adolescente estava sinalizado pela Comissão de Proteção de Menores e tinha pedido para ser institucionalizado depois de denunciar alegados maus-tratos por parte da mãe. O jovem terá também relatado agressões contra a irmã mais nova.
Segundo o 'Correio da manhã', a advogada do jovem tem criticado o Estado, por não ter tomado as medidas necessárias. Existia ainda um pedido de intervenção feito no dia 4 de agosto, mas, segundo a defesa, não terá sido tomada uma medida a tempo.
Também a tia das crianças afirma ter mantido vários contactos, através de videochamadas, com assistentes sociais em Portugal. Segundo relatou, o jovem fazia alertas frequentes sobre a situação vivida em casa e estaria preocupado com a vida da irmã. A tia e a avó paterna pretendem agora acolher a menina de quatro anos.
Também a família materna mostrou a mesma vontade de ficar com a criança. Contudo, as duas famílias parecem estar disponíveis para chegar a um entendimento para que a menina possa manter contacto com ambas.
Enquanto o futuro da irmã continua a ser analisado pelo tribunal, o jovem permanece num centro educativo em regime fechado, por um período de três meses.