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Sem medos e a lutar por uma causa, Ana Moura leva a filha de apenas 4 anos à acampada no Rossio

Emília esteve ao lado da mãe na luta pelo direito à habitação. Mas, depois de uma madrugada de detenções, feridos e retirada de tendas em Lisboa e no Porto, a fadista não ficou em silêncio e deixou uma mensagem contundente sobre a forma como o país trata quem procura uma casa.
Por Ana Cristina Esteveira | 25 de outubro de 2026 às 15:01
Manifestação Lisboa, Ana Moura Foto: Foto: Instagram
Manifestação Lisboa, Ana Moura Foto: Foto: Instagram
Manifestação Lisboa, Ana Moura Foto: Foto: Instagram
Manifestação Lisboa, Ana Moura Foto: Foto: Instagram
Manifestação Lisboa, Ana Moura Foto: Foto: Instagram

Ana Moura esteve na acampada pela habitação acompanhada pela filha, Emília, de apenas 4 anos. A fadista partilhou o que viveu durante o protesto e descreveu um ambiente em que a menina brincava, enquanto as pessoas que passavam pelo local a acarinhavam.

"Ontem estive na acampada, com a minha filha, que ia brincando e sendo acarinhada pelas pessoas que passavam por nós, ouvimos música, dançámos e emocionámo-nos com discursos de pessoas que têm os seus trabalhos e casas para onde regressar mas que não deixam de lutar para que todas as outras possam usufruir desse mesmo direito", escreveu na partilha feitas nas redes sociais.

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A artista não escondeu a indignação perante a resposta dada a quem se juntou para chamar a atenção para as dificuldades no acesso à habitação. "Estamos aqui a falar de humanidade, empatia e a única resposta que têm é a violência", afirmou, antes de lançar duas perguntas: "Que país é este em que nos tornamos sem darmos conta? A preocuparmo-nos mais com tendas do que com pessoas?"

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A mensagem surge depois de uma madrugada marcada por detenções e feridos durante os protestos em Lisboa e no Porto. Segundo a PSP, foram detidas 31 pessoas e pelo menos 11 ficaram feridas, entre as quais oito civis e três agentes policiais. Em Lisboa, foram efetuadas 25 detenções e, no Porto, seis. As Polícias Municipais removeram ainda 171 estruturas de acampamento: 117 na capital e 54 na cidade invicta.

Em comunicado, a PSP justificou a intervenção com o incumprimento das orientações transmitidas e com o esgotamento dos esforços para alcançar uma solução voluntária. A operação, explicou, teve como objetivo "repor a legalidade e assegurar a utilização regular dos espaços públicos".

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