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Separação difícil e amizade que nunca acabou: as verdadeiras razões que levaram ao fim da história de amor de Luís Represas e Margarida Pinto Correia

Marcada por duas décadas de união e um divórcio que se prolongou no tempo, a história de Luís Represas e Margarida Pinto Correia deu lugar a uma cumplicidade inquebrável que durou até ao fim.
Por Hélder Ramalho | 23 de julho de 2026 às 12:22
Luís Represas e Margarida Pinto Correia Foto: Arquivo Medialivre
Luís Represas e Margarida Pinto Correia Foto: Arquivo Medialivre
Luís Represas e Margarida Pinto Correia Foto: Arquivo Medialivre
Luís Represas e Margarida Pinto Correia Foto: Arquivo Medialivre
Luís Represas e Margarida Pinto Correia Foto: Arquivo Medialivre
Luís Represas e Margarida Pinto Correia Foto: Arquivo Medialivre

A notícia da morte de Luís Represas esta quarta-feira, 22 de julho, vítima de cancro do pulmão após doença prolongada, aos 69 anos de idade, deixa o país de luto. Além do inestimável legado que deixa na música portuguesa, o cantor protagonizou, ao lado de Margarida Pinto Correia, uma das histórias de amor mais emblemáticas e acarinhadas no meio artístico nacional. Uma união que durou 20 anos e que, mesmo após a separação e o divórcio, se transformou numa amizade exemplar até ao fim.

Luís Represas e Margarida Pinto Correia viveram uma bonita e longa história de amor de que resultaram dois filhos. Apaixonaram-se e nos primeiros tempos viveram essa paixão em segredo até não conseguirem esconder mais os sinais do que estavam a sentir um pelo outro.

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A relação consolidou-se com o casamento, celebrado em 1998, e foi ganhando novos capítulos com o nascimento dos dois filhos em comum: Nuno, em 1999, e José Alberto, em 2003. Luís Represas já era pai de João Nicolau, nascido em 1992, e de Carolina, de 1995, do casamento anterior com Maria Cristina Thorbjornsen. A família numerosa era motivo de orgulho para o cantor, que nunca escondeu o prazer de acompanhar de perto o crescimento dos filhos e de viver uma casa cheia.

Durante muitos anos, a imagem que transmitiam era a de uma relação sólida, construída com cumplicidade, respeito e projetos partilhados. Longe das polémicas, conseguiram preservar a intimidade do casamento, tornando ainda mais inesperada a notícia da separação, anunciada em 2013, ao fim de cerca de 15 anos de casamento e de uma relação que atravessou quase duas décadas.

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Apesar de o fim da vida em comum ter acontecido em 2013, o processo legal arrastou-se no tempo. Apenas em 2018 Margarida Pinto Correia avançou em tribunal com um pedido de divórcio sem o consentimento do cônjuge, numa altura em que a sua vida pessoal já tinha conhecido um novo rumo ao lado de Sérgio Figueiredo.

A verdadeira causa da separação acabou por ser revelada pela própria comunicadora numa conversa emotiva com Manuel Luís Goucha, na TVI. “Estivemos juntos mais de 20 anos, estivemos casados 17. Nós não nos separámos por uma circunstância imediata, por haver alguém ou por um de nós ir para algum lado. Sentiamo-nos profundamente infelizes e não fazia sentido”, explicou na altura, garantindo que mantinham “uma relação ótima”.

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A cumplicidade e o carinho mantiveram-se intactos ao longo dos anos. Como a própria comunicadora fez questão de recordar no mesmo programa: “Eu quando me separei dizia ‘o património que temos é tão incrível, 20 anos, de filhos, que isto será sempre uma pérola incomparável e sobretudo inesgotável’.”

A prova maior dessa ligação inquebrável surgiu quando Luís Represas surpreendeu a ex-mulher em direto com uma mensagem pública cheia de afeto e admiração: “Eu quero dizer que os filhos são os felizardos. Os mais novos porque têm uma mãe fantástica e os mais velhos porque tiveram uma boadrasta – como a Margarida gosta de dizer – durante a sua infância e parte da sua adolescência, mas que continuam a ter uma amiga para a vida. Quero dizer-vos que eu sou um felizardo por ter a Margarida como mãe dos meus filhos mais novos e por ter esta amiga que eu tenho e à qual eu conto e contarei sempre para a vida. Por isso, Margarida, quero desejar-te tudo de bom para a tua vida”.

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Hoje, no momento da despedida a uma das vozes mais marcantes da música portuguesa, fica a memória não só do seu enorme talento, mas também do seu legado, não apenas na música e na cultura mas, e acima de tudo, nos afetos.

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