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Sexo, álcool e drogas: Virgílio Castelo quebra o silêncio sobre o seu passado "louco" na noite

Aos 73 anos, Virgílio Castelo despe a pele de galã para revelar um passado marcado pela boémia e noites loucas. Entre confissões de sexo, consumo de álcool e experiências com drogas, o ator recorda as "loucuras" que viveu até aos 50 anos e que a sua mente o avisou sempre para parar "no último segundo".
Por Hugo Alves | 11 de abril de 2026 às 12:18
virgilio castelo Flash
Virgílio Castelo Flash
Alexandra Lencastre, Virgílio Castelo Flash
virgílio castelo Foto: Cofina Media
Alexandra Lencastre e Virgílio Castelo Flash

Aos 73 anos de idade, Virgílio Castelo decidiu que era hora de "abrir o livro" e partilhar o que muitos apenas ousavam imaginar. Na sua nova obra, ‘Consumo Obrigatório’, o veterano da ficção nacional recorda as décadas de excessos que marcaram a sua vida entre os 13 e os 49 anos, numa época em que a noite portuguesa fervilhava de liberdade.

Em declarações à revista TV Guia, o ator explica que a motivação para o livro surgiu da vontade de abordar um tema muitas vezes ignorado: a noite. "Sempre me fez confusão que as pessoas não falassem da noite, sendo algo por que todos passamos, ligado ao sexo, à diversão e aos copos", revela. Embora o plano inicial não fosse autobiográfico, Virgílio acabou por usar as suas próprias vivências para dar credibilidade ao relato, aproveitando o facto de ser uma figura pública desde 1974.

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O ator não evita os temas mais melindrosos. Ao lado de ícones como os saudosos Nicolau Breyner e Francisco Nicholson, Virgílio Castelo viveu intensamente a mística dos anos 70. "Bebi bem, saí muito, tive as minhas aventuras sexuais e até um episódio fortuito com drogas", confessa à publicação, garantindo que tudo foi feito "sem pudores".

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Apesar das experiências bizarras e de se ter deixado levar pela boémia, o ator destaca que a sua mente funcionou sempre como um alerta de última hora: "Desviei-me sempre no último segundo. E ainda bem, para poder agora contar tudo".

Se a vida de Virgílio foi uma sucessão de loucuras durante décadas, o "clique" para a estabilidade deu-se no limiar dos 50 anos. Foi ao conhecer Maria Lucena, a sua atual companheira, que o ator encontrou o equilíbrio e a sua primeira relação familiar duradoura.

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Sobre a reação da família às revelações bombásticas, Virgílio assume uma postura descontraída. Se as filhas mais novas, Violeta e Sancha, não demonstraram grande interesse pelas "confissões" do pai, a mais velha, Tamara, de 42 anos, parece ter apreciado a honestidade do livro. Hoje, o ator garante que não vive de saudades do passado: "O meu tempo é o hoje, o futuro e o agora. Tenho tudo bem arrumado".

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