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Rita Pereira dá murro na mesa e atira contra aos críticos: "Não posso deixar passar que me tenham como desinformada"

Após acusações de apropriação cultural, a atriz da TVI quebra o silêncio e reage de forma inflamada; “O facto de usar tranças é uma valorização e respeito".
20 de julho de 2022 às 11:31
Rita Pereira arrasada por novo penteado
Rita Pereira
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Rita Pereira não perdeu tempo a mudar de visual, mal acabou a novela 'Quero é Viver' da TVI. Para se libertar da sua 'Maria', a atriz optou por um penteado afro que - vá-se lá saber porquê - acabou por provocar uma enorme polémica com acusações de "apropriação cultural" a inundar as redes sociais. 

Eis um exemplo dessas críticas. "Querida, essa descrição da música não faz sentido nenhum. Tu não és preta para os brancos, vocês nunca vão ser pretos, nunca, e nunca vão saber o que é ser preta principalmente aqui em Portugal", lê-se. 

Agora, a atriz da TVI decidiu reagir e não foi nada meiga: "Desde que me conheço como gente que sou contra a desigualdade, a segregação racial, a discriminação social, o racismo. Desse que faço televisão que me manifesto contra o mesmo publicamente. São 18 anos a ‘chegar-me à frente’ no que diz respeito ao racismo", começou por dizer num logo desabafo no Instagram. 

"Fui das primeiras pessoas (não afro descendente) a falar de racismo em televisão, sem medo do que isso implicaria. Não sou eu, uma branca privilegiada, que devo falar sobre isto, mas tendo consciência plena deste privilégio e da influência que tenho no meu país, não posso ficar calada, deixando que me apontem o dedo como ‘desinformada’", continua.

Mas há mais: "Ora, se isto me causa revolta, imaginem às pessoas que sentem isto na pele há centenas de anos. E depois vem uma branca privilegiada com tranças e é sinónimo de exótica, moderna, linda, tudo de positivo, algo pelo qual os afro descendentes lutam há anos, equidade étnica, cultural e capilar", frisou.

"Cheguei à conclusão que, devido à minha história de vida em relação à cultura africana, o facto de respeitar, admirar e honrar a cultura, sendo ativista em relação ao racismo, faz com que não seja uma apropriação cultural, mas sim admiração cultural", explicou-se.

"Apropriação cultural é, entre outras coisas, usar algo da cultura de um povo sem o valorizar. O facto de eu usar tranças ou twists é no meu ver uma valorização, admiração, respeito e acima de tudo parte da globalização. Espero que esta polémica tenha ajudado pelo menos a trazer à praça pública esta questão da cultura capilar para que seja aceite em qualquer lugar, qualquer empresa, qualquer comunidade", concluiu.

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