Atenção chefs! Afinal as lagostas também sentem dor e cozê-las vivas pode passar a ser proibido
O Reino Unido confirmou que polvos, lulas e lagostas são capazes de sentir, algo que pode levar a que cozer lagostas vivas seja proibido, como já acontece em países como a Suíça, a Noruega ou a Nova Zelândia
O governo do Reino Unido considerou que animais como os cefalópodes e os decápodes, categorias nas quais se incluem os polvos, as lulas e as lagostas, são capazes de sentir dor e várias emoções, após tal ter sido concluído por um relatório de especialistas da London School of Economics, sendo assim incluídos num projeto-lei relativo ao bem-estar animal.
Assim, eles receberão uma proteção equivalente à dos animais vertebrados, de acordo com o ‘The Guardian.’. A investigação terá demonstrado que os crustáceos têm recetores de opioide tal como os vertebrados, algo que encontra correspondência em algumas ações destes animais, como fugir da água a ferver quando lá são colocados.
O relatório recomendou ainda que fosse proibido o ato de cozer ou desmembrar lagostas enquanto estão vivas, de acordo com a ‘Business Insider’, algo que já sucede em países como a Suíça, a Noruega, a Nova Zelândia ou a região de Reggio Emilia, em Itália, e poderá começar a acontecer também no Reino Unido.
Outros animais abrangidos são os polvos, que também foram recentemente alvo de acrescida atenção devido ao documentário da Netflix, 'A Sabedoria do Polvo', premiado com um Óscar, no qual é exibida a elevada inteligência e empatia que os polvos conseguem demonstrar.