Os bancos não pedem os mais de mil milhões de euros de volta. O famoso empresário madeirense não tenciona pagá-los. O assunto continua a ser empurrado com a barriga e é uma verdadeira 'Never ending story (história interminável)'. Ele, e os seus 'sócios', são os autores do segundo maior escândalo financeiro do século, depois da queda do BES pela mão de Ricardo Salgado. Agora são os filhos, Renato e Cláudia Berardo, mais os netos, que pediram ao tribunal para os livrar de terem de pagar com o seu património as dívidas do patriarca da família.
Foram criados na mesma casa, como irmãos, cresceram com sonhos e ambições iguais, mas com a queda do BES aconteceria o corte total. Ricciardi, que faleceu esta quarta-feira, foi visto como o grande "delator" do primo e houve uma cisão na família. Espírito Santo e Ricciardi não mais conviveriam, com a dor a estar bem presente entre os clãs até ao fim.
Amigo de Ricardo Salgado há mais de 20 anos, o padre Avelino Alves conta, numa longa conversa com a The Mag by FLASH!, como uma das famílias mais poderosas de Portugal tinha tudo e ficou, de repente, sem nada. Visita de casa do antigo banqueiro, aponta ao dedo aos que antes partilhavam com ele viagens e flutes de champanhe e agora o deixam à sua sorte, recorda as traições que fizeram o clã partir-se em dois e a dor que Salgado e a mulher sentem por viverem afastados dos netos. No final, deixa uma palavra de apreço a Maria João Salgado, que assumiu os comandos da família e deu a cara pelos problemas. "Se não fosse a mulher, ele não teria aguentado". Uma reportagem exclusiva à qual também pode assistir em vídeo.
Amigo de Ricardo Salgado há mais de 20 anos, o padre Avelino Alves conta, numa longa conversa com a The Mag by FLASH!, como uma das famílias mais poderosas de Portugal tinha tudo e ficou, de repente, sem nada. Visita de casa do antigo banqueiro, aponta ao dedo aos que antes partilhavam com ele viagens e flutes de champanhe e agora o deixam à sua sorte, recorda as traições que fizeram o clã partir-se em dois e a dor que Salgado e a mulher sentem por viverem afastados dos netos. No final, deixa uma palavra de apreço a Maria João Salgado, que assumiu os comandos da família e deu a cara pelos problemas. "Se não fosse a mulher, ele não teria aguentado". Uma reportagem exclusiva à qual também pode assistir em vídeo.
A Defesa tentou evitar o que aconteceu esta terça-feira em Tribunal, mas o coletivo de juízes negou as suas pretensões. Ricardo Salgado foi obrigado a marcar presença no arranque do caso BES, mas a sua aparência débil gerou surpresa. De passinhos hesitantes, e ar confuso, foi puxado pela mão da mulher, que abriu caminho entre dezenas de jornalistas e operadores de imagem, até à entrada do tribunal, enquanto o ex-banqueiro olhava à sua volta, como se não soubesse bem o que estava ali a acontecer. Para o seu advogado tratou-se "de uma vergonha mundial" para os lesados "estratégia", teatro", uma igual "vergonha", mas vista de outra forma. No meio disto tudo, os peritos levantam questões sobre o real estado do antigo 'Dono Disto Tudo'. Entre o deve o haver, em que ficamos?
Começa hoje a ser julgado o caso que levou ao colapso do BES. Ricardo Salgado, de 80 anos, hoje esquecido pelos amigos influentes, é o principal arguido do processo que mudaria para sempre a vida como a conhecia. Dos luxos, do telemóvel sempre a tocar, dos convites para tudo e mais alguma coisa, o banqueiro passou a ver aqueles que o bajulavam atravessarem a rua à sua passagem. Perdeu a mansão de Cascais, a de Comporta e a memória. De tudo o que se foi, a mulher foi a única que não vergou e, segundo o padre da família, é a única que mantém o antigo dono disto tudo à tona.
Com o marido doente, cabe a Maria João Salgado o peso de todas as decisões do clã. Sem os filhos e sozinha em Portugal, a única altura do ano em que se sente livre é quando viaja para a Suíça, protegida das polémicas no interior das muralhas do castelo onde a filha Catarina vive.
Com a queda do BES, a família Espírito Santo foi, aos poucos, sendo sacudida da Comporta, que agora se assume como o território por excelência de Paula Amorim. A empresária rejuvenesceu a localidade alentejana e acabou com as festas ultra-exclusivas de Ricardo Salgado, que eram quase um mito da Comporta. Agora, o luxo é compartilhado com o mundo nos empreendimentos de Paula Amorim, uma porta aberta para a elite espanhola.