O chef televisivo que ninguém cala remeteu-se ao silêncio no banco dos réus. "Não faço parte do processo, mas conheço os factos", disse no início do julgamento, do qual não se vai livrar.
Cinco presos perigosos conseguiram escapar de uma forma que, se fosse uma série americana, estaria muito perto de ser uma comédia, com guardas distraídos com as visitas, câmaras de videovigilância para as quais ninguém olha, escadas puxadas por cordas e infravermelhos na área crítica avariados e desligados.
Depois de ser alvo de conversas entre as máfias locais, instalou-se o medo que a jovem herdeira da coroa dos Países Baixos seja raptada o que levou a um momento de grande confusão nas ruas de Antuérpia.
Agora que o ciclo eleitoral passou, o próximo governo terá inúmeras urgências a acudir, da habitação à saúde, da justiça às forças de segurança. Entre tantas tarefas com profunda urgência e impacto social, é relevante não esquecer a importância da crise dos media e dos efeitos para o tecido social que representaria a continuada degradação deste mercado.
Por razões do viver, acompanhei ao longo dos anos já idos os movimentos e ações policiais e, por esta escolha, o movimento político indissociável. E confesso que, durante os últimos 50 anos, nunca assistira a um Governo que, de forma extraordinária, diria mesmo sublime, que se esquivava a reivindicações laborais, como este o conseguiu com êxito assinalável.
O Presidente da República destacou que "há outras maneiras de luta, proposta e crítica" que os ativistas climáticos podem adiantar, e salientou preocupação de Portugal quanto ao tema.
É difícil de entender que uma Europa envelhecida, necessitada de repor saldos demográficos com mão-de-obra que contribui para o trabalho de cada país, não responda com frontalidade ao crescimento da xenofobia que o populismo barato descarrega sobre aqueles que são diferentes.
Sentimentos e perceções contraditórias expressaram-se no espaço público, desde a nostalgia desse dia libertador, reafirmando a esperança e cantando glórias aos feitos realizados desde então, e olhares céticos e desiludidos perante a decadência de uma democracia que perdeu o vigor, permitindo que caciques e gente sem sentido de Estado se apropriassem dos sonhos construídos.