Toda a popularidade conquistada por Ljubomir Stanisic nos seus polémicos programas televisivos desmoronou-se como um baralho de cartas. Acusações em tribunal, queixas na ERC por causa dos insultos na TV e o fim da estrela Michelin minaram um percurso que tinha tudo para ser brilhante.
Em 2009, falido, cheio de dívidas e depois de noites em que dormiu num banco de jardim, conseguiu reerguer-se e reabriu o '100 Maneiras' no Chiado. Em 2024, após vários desaires pessoais e empresariais, começou uma travessia no deserto da restauração que culminou agora na venda de todos os seus restaurantes. Perdeu a estrela Michelin, um dos espaços ardeu, deixou escapar um contrato televisivo milionário. Diz que se vai dedicar "à vida no campo".
No Instagram Papakms aparece uma fotografia da mulher do chef jugoslavo com uma mensagem enigmática que anuncia que ela vai voltar à ação e revelar os bastidores da vida e trabalho do mais polémico e famoso cozinheiro da televisão nacional, que este não está aprisionado num momento menos bom que atravessa. Conheça a vida da mulher que parece estar nos bastidores da vida de Ljubo mas a quem ele chama o "cérebro" de todas as operações, nomeadamente as da sua imagem pública.
Se há estrela de televisão que tem sabido gerir o seu currículo é Ljubomir Stanisic. Das falências à fama de ser uma "máquina sexual" que "comeu meia Lisboa". Do terror das cozinhas ao "Diabo" para os aspirantes a chef, há de tudo. Eis as histórias do homem que se diverte que nem um louco com cenas inverosímeis, que diz amar a última mulher perdidamente, mas que beija os amigos barbudos na boca em público e a torto e direito. Chora com carinho pelos concorrentes que expulsa do programa e baba deliciado quando a mulher, em público, lhe chama "bebé".
A estrela da SIC e Hugo Nascimento prometem menu e beijos na boca, entre as mãos na massa para criar pratos inéditos no Alentejo. "Esta não é uma história de amor convencional", diz o jugoslavo, encantado com o colega de há mais de 20 anos.
O relato da guerra na primeira pessoa: O jornalista Pedro Mourinho contou tudo à The Mag: da fuga repentina debaixo de obuses fora de Kiev; do carregamento que levou na mochila, movido a instinto de sobrevivência; da indiferença que sentiu ao fim de ouvir 50 explosões e 50 toques de sirene; que esteve para desobedecer à sua estação e às ordens do Estado português; e de um desejo secreto... e meio louco.
A principal figura televisiva nacional na cobertura da guerra da Ucrânia é Pedro Mourinho, enviado-especial da TVI à capital, Kiev. Também a RTP baseia os seus telejornais nos enviados-especiais, Cândida Pinto e José Rodrigues dos Santos. Já a SIC, sem um centro definido de atenção, aposta em criar um arco de reportagens nos múltiplos focos desta crise global. No geral, ótimo trabalho das televisões nacionais.
Uma imagem a negro no Instagram. Afinal, o que tem o 'chef' Ljubomir Stanisic a ver com esta guerra, que está só a começar? Saiba o que o rosto de Hell's Kitchen já passou, numa outra guerra, ainda menino, o que teve de fazer para sobreviver. Ele viveu aos 13 anos a guerra na Bósnia e sabe bem os traumas na alma e as marcas no corpo que um conflito armado pode deixar. Foi "menino guerreiro" e deixa o seu testemunho. Doloroso.
A chef do programa da RTP confessa que assistia a ‘Hell’s Kitchen’, da SIC, que a seu ver é um produto de entretenimento que não reflete o que se passa nas cozinhas.