Caída em desgraça: o calvário da princesa Mette-Marit, com ligação a pedófilo, o filho preso e a vida nas mãos de um transplante de pulmão
Mette-Marit mergulha em depressão profunda após ver o seu nome associado ao do pedófilo Jeffrey Epstein. Apesar das desculpas públicas, nada consegue atenuar a mancha, que se espalha sobre a vida da princesa da Noruega, que além de ter visto o filho ser preso, sofre com uma séria condição de saúde, que progride de forma galopante, e faz com que precise de um transplante de pulmão para sobreviver.Se a vida já não estava fácil, esta semana veio complicar tudo ainda mais para Mette-Marit, que mergulhou numa espiral depressiva ao ver o seu nome associado ao do pedófilo Jeffrey Epstein, que pôs termo à vida na prisão, mas não cessou a investigação em seu nome, que persiste, identificando dezenas de rostos ilustres, que frequentavam a mansão do magnata, onde este obrigaria raparigas menores a trabalhos sexuais.
A ligação com a mulher do príncipe Haakon foi agora revelada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que tornou públicos ficheiros que continham dezenas de trocas de mensagens entre os dois, durante perto de quatro anos, sendo que Mette-Marit chegou a hospedar-se na mansão do milionário em Palm Beach. Nas mensagens, que precederiam encontros entre os dois, Mette-Marit diz que Epstein "é charmoso" e identifica, numa outra, Paris como uma "cidade boa para o adultério". Numa terceira mensagem, a futura rainha da Noruega diz mesmo que as "escandinavas dão boas esposas".
Depois de o escândalo ter rebentado, Mette-Marit apressou-se a reagir para assumir as culpas e lamentar o sucedido. "Demonstrei falta de bom senso e lamento profundamente ter tido qualquer contacto com Epstein. É simplesmente constrangedor", fez saber. No entanto, as desculpas parecem não apagar a imensa mancha que se estende sobre a vida da monarca, de 52 anos, que já é apelidada de "princesa triste", depois de uma sequência de acontecimentos que abalou fortemente a sua vida.
Um dos problemas mais graves prende-se com o filho mais velho. Marius Borg Høiby – fruto de um relacionamento anterior – está a ser acusado de vários crimes, como violação, violência doméstica contra uma ex-companheira e filmagens ilegais de mulheres sem o seu conhecimento ou consentimento. Nas vésperas de ser enfrentar o tribunal por 38 crimes, o enteado do príncipe Haakon voltou a ser detido.
Desta vez, Marius Borg Høiby foi preso por causa de novas acusações, entre elas suspeita de agressão, ameaças com faca e violação de uma ordem de restrição. Mais um duro golpe para a defesa do jovem e também para esta mãe que sofre em silêncio.
A LUTA DOLOROSA DA PRINCESA
As polémicas têm desgastado a princesa e agravado a sua condição de saúde, já de si frágil e, no último Natal, a casa real da Noruega teve mesmo de falar sobre o assunto publicamente: o estado de Mette-Marit estava a agravar-se. A princesa sofre de fibrose quística – doença genética hereditária que causa a produção de muco anormalmente espesso, afetando principalmente os pulmões, obstruindo as vias aéreas, levando a infeções e inflamações recorrentes, tosse, falta de ar e redução da função pulmonar – e que no caso de Mette-Marit está a avançar demasiado rápido comprometendo a absorção de oxigénio.
"Sempre tive esperança de que pudéssemos controlar a doença com medicamentos, e até agora a progressão tinha sido bastante lenta. No entanto, ultimamente tem sido mais rápida do que eu e os médicos esperávamos”, disse Mette-Marit em outubro do ano passado ao canal de televisão norueguesa NRK.
No comunicado é revelado que a "doença provoca cicatrizes nos pulmões, levando à redução da absorção de oxigénio. Neste outono, diversos exames mostraram um declínio evidente na saúde da princesa herdeira. Portanto, os médicos do Rikshospitalet iniciaram os preparativos para avaliar sua elegibilidade para um transplante de pulmão."
“Chegamos ao ponto em que o transplante de pulmão é necessário e estamos a fazer os preparativos necessários para garantir que isso seja possível quando chegar a hora”, explicou o médico que acompanha Mette-Marit, professor Martin Holm, chefe do serviço de Pneumologia do Rikshospitalet. Acrescentou: “Neste momento, nenhuma decisão foi tomada sobre quando é que a princesa será incluída na lista de espera para um transplante de pulmão”.
Desde que a doença de Mette-Marit foi tornada pública que a princesa alternava períodos de um maior resguardo com aparições públicas pontuais, no entanto o comunicado gerou um grande alarme, pois não se sabia que a doença estava tão avançada. O transplante de pulmão é um último recurso para combater a doença, por se tratar de uma cirurgia complexa e que acarreta alguns riscos. No entanto, a família real da Noruega mostra-se confiante e tenta calar as dúvidas com espírito de união numa fase particularmente delicada, em que a coroa sai fragilizada a vários níveis.