Passos Coelho só teve dois amores, como na canção de Marco Paulo. Na hora do "regresso" há, contudo, uma fã, Isabel... e como ela o idolatra...
Do registo só constam dois amores: Pedro Passos Coelho casou-se com 'Fá', uma das popstars da 'Doce', mas 18 anos depois o amor chegou ao fim. O político voltaria a encontrar o amor ao lado de Laura Ferreira, mas esta acabaria por falecer, após uma longa batalha contra o cancro. Viúvo aos 55 anos, com uma filha de 13 anos para criar, dedica-se à educação da adolescente. Continua de aliança no dedo apesar de em 2022 lhe terem apontado um romance com uma professora que é fã dele, que o segue para todo o lado e não o larga. Júlia, a filha, faz este ano 18 anos e não tarda voa do ninho. Será que é desta que ele volta à política ativa?Pedro Passos Coelho, hoje com 61 anos de idade, era um galã em Vila Real, nos seus tempos de juventude, que fazia suspirar o coração das moças casadoiras transmontanas, mas foi junto de uma portuense, Fátima Padinha, uma das quatro cantoras da girlsband 'Doce', hoje com 67 anos, que encontrou o amor. Casaram-se em 1985, um ano antes de esta sair do mítico quarteto pop, e acabaram por se divorciar oficialmente em 2003, após 18 anos de um casamento com duas filhas, Joana e Catarina, com altos e baixos, sendo que os baixos se ficaram a dever à profunda depressão em que a cantora caiu após deixar as luzes da ribalta, como já confessou em inúmeras entrevistas.
Em 2004, Pedro Passos Coelho volta a casar-se com a fisioterapeuta Laura Ferreira, originária da Guiné Bissau e quatro anos depois nasce Júlia, a filha mais nova do ex-primeiro-ministro. Laura foi considerada o "grande amor" de Pedro e foi ao seu lado que este esteve quando a mulher foi diagnosticada com um cancro ósseo que começou num joelho e se espalhou com metástases pelo corpo, antes do seu falecimento no IPO de Lisboa a 25 de fevereiro de 2020. Desde esse momento, todos os romances que se possam imputar ao ex-líder PSD e ex-governante têm sido classificados como pura especulação. Passos Coelho continua a usar aliança de casamento no dedo anelar, em homenagem à esposa falecida, e nem mesmo as tentativas de uma revista cor-de-rosa, ao apontar em 2022 a professa e investigadora em saúde Isabel de Santiago, como possível romance secreto de Passos, conseguiram ter sucesso na adivinhação da trajetória amorosa do homem que ainda se autointitula "Pai solteiro".
Em 2023, numa entrevista televisiva, Fá Padinha, como ficou conhecida artisticamente ao integrar as 'Doce', fez revelações que chocaram Portugal. "Tentei o suicídio. Era uma vida muito intensa. O Pedro [Passos Coelho] com a política, as miúdas. Fiz terapia, tomei muitos comprimidos, foram as minhas filhas que me salvaram. Tudo me forçou a viver, a responsabilidade é tanta", revelou a ex-cantora, então com 64 anos, que se autodescreveu como uma mulher "com força" e "resiliente". Na mesma entrevista na TV, Fá relatou ainda o seu calvário de doenças. Após vencer a luta em 2017 contra um cancro da mama, teve outras complicações de saúde: "Em dois anos tive três internamentos: uma trombose, uma embolia pulmonar, uma pneumonia, uma anemia e uma infeção renal. As minhas filhas ajudaram-me imenso. Pensava que eu não ia sobreviver ao cancro", disse, acrescentando que ainda lhe restam cinco anos de quimioterapia oral.
EU TEVE DOIS AMORES E UMA FÃ INCONDICIONAL
E de amores públicos de Pedro Passos Coelho o livro fecha-se nestes dois, pelo menos até hoje, dia 6 de março de 2026. O antigo primeiro-ministro mantém uma vida privada extremamente discreta e continua a ser visto publicamente como viúvo, além de "pai solteiro" focado na sua carreira universitária e intervenção pública, que ressurgiu em força nas duas últimas semanas, fazendo soar as trombetas de que ressuscitou para a política, e que esse facto poderá ser o reativar o tão esperado pela direita nacional do regresso aos palcos político-partidários.
Apesar do ex-chefe de Governo nunca ter sido fotografado ou visto oficialmente com uma nova companheira, a imprensa cor-de-rosa sentiu um frisson quando a 10 de março de 2022 Passos Coelho foi retratado num grupo no aniversário da professora e investigadora em saúde Isabel de Santiago, no restaurante Sabores de Sintra, em São Pedro de Sintra. A investigadora tinha reunido um grupo restrito de amigos onde também estavam figuras famosas, além de Passos, como o cantor Rui Veloso e o imitador Fernando Pereira. Pedro Passos Coelho posou para a foto de grupo com um ar mais descontraído e sorridente, facto que não mais tinha sido testemunhado desde o falecimento da mulher, dois anos antes.
O encontro com Isabel de Santiago não se ficou, contudo, por este aniversário. A 12 de maio de 2024, o jornal regional 'O Mirante' reporta a realização de um almoço na Casa da Amieira, em Amiais de Cima, Santarém, organizado por... Isabel de Santiago, onde Pedro Passos Coelho foi um dos convidados de honra. A razão da comemoração? Os dez anos do fim da intervenção da Troika de credores internacionais, o fim de um resgate que o Governo de Passos tinha concluído com sucesso, apesar de todos os sacrifícios. Na altura, de entre os 15 convivas que se sentaram à mesa, Isabel de Santiago destacou-o nas suas redes sociais, a acompanhar as fotografias do convívio, numas palavras de apreço e elogio ao amigo: "O Pedro Passos Coelho é um homem de Estado, um político com P maiúsculo. Os portugueses agradecem tudo o que fez por nós num período difícil da sua vida familiar. E por isso, Santarém esteve à altura, juntando amigos, empresários, velhos e novos, homens de fé e generosidade e políticos (do PSD) para o homenagear e agradecer”. A mesma fã Isabel de Santiago que esta semana, após a entrevista do amigo ao jornal 'ECO', sobre ele voltou a escrever "O que temem alguns políticos? Pedro Passos Coelho é um ativo mágico para a liderança do meu partido". Dois dias depois os dois estiveram juntos juntos numa sala de aulas na Faculdade de Medicina de Lisboa onde o também docente deu uma aula especial do curso de especialização em Saúde e Educação.
A PROMESSA QUE FEZ A LAURA NO LEITO MORTAL
O ex-governante esteve bastante ativo em termos de declarações políticas nas duas últimas semanas, e isso fez tocar as campainhas pavlovianas na trupe social democrata – uns em pânico que venha agitar o status quo, outros que provoque um terramoto interno nas estruturas da sede laranja na São Caetano à Lapa. Não é segredo que Passos prometeu à mulher que não voltaria à política ativa antes da filha Júlia ser adulta. Júlia tem 17 anos, quase 18, e não tarda bate asas e sai do ninho paterno. Também não escondeu o riso quando viu a manchete do tal semanário tablóide e da revista de mundanidades, que avançavam em primeira mão que ele teria uma nova namorada, mas desvalorizou a bomba noticiosa. Passos jura que continua a adorar dar aulas de Economia na Universidade Lusíada, não esconde gostar de convívios em almoços e jantares com amigos e apoiantes de vários quadrantes políticos à direita. Afirma mesmo que “seria um imbecil” se não os fizesse, e garante que não faz planos e quer passar despercebido.
Só que se há quem jamais consegue passar despercebido em público é Pedro Passos Coelho, elevado à categoria de "salvador da pátria", uma espécie de "Dom Sebastião", até com exclusão de dia de nevoeiro. Isso mesmo aconteceu no verão de 2023 quando estava de férias em Ilhavo, no hotel da Vista Alegre. O seu carro foi assaltado, foi comprar um computador novo à Fnac do Fórum Aveiro, que estava cheia, e foi literalmente abalroado pelos populares, com pedidos de fotos, palmas e muitos empurrões. "Parecia um popstar”, recorda quem assistiu. Na loja, teve ainda de atender dois pedidos de funcionárias: se podia falar ao telefone com os respetivos namorados, para fazer prova de presença, o que acedeu sem ser preciso insistência. Talvez tenha mesmo achado graça, já que usou a voz de barítono para questionar um dos interlocutores que lhe passaram: “Sabe quem fala?”, disse, com os mirones a gritar de fundo: “é o Passos, é o Passos”.
Por estas razões, uma sondagem da Intercampus antes de se iniciar a última corrida presidencial apontava Passos Coelho como o candidato com melhores possibilidades de vencer a contenda e se sentar na cadeira da Presidência da República no Palácio de Belém. Mas Pedro não quer um cargo de corta fitas e de validador de leis. Ele quer ação e reformar, como tem pedido nos últimos dias a quem nos governa agora, o ex-colega Luís Montenegro, que elevou durante o seu reinado à categoria de líder parlamentar do PSD. Terá mesmo já confessado aos amigos mais próximos que não quer desempenhar essa função. "Está doido, doido, o Presidente da República não faz nada”.
Passos é um político carregado de passado em que a sombra de um eventual futuro pesa cada vez mais. Ele reage com a frieza habitual. Nunca disse um não rotundo, mas não mostra, nem aos mais próximos pressa em regressar, a intenção de regressar à política ativa. Tudo porque, antes morte de Laura, a 25 de fevereiro de 2020, lhe tenha prometido que ficaria longe de responsabilidades políticas mais exigentes enquanto a filha de ambos fosse menor. Agora Júlia tem 17 anos, quase a fazer 18, será que chegou a hora? Só ele sabe...