Novos restaurantes em Lisboa para uma rentrée de barriga cheia
Lisboa tem novidades de sobra para enfrentar este regresso ao trabalho. Nos últimos meses, abriram portas restaurantes que vão do bistrô francês à cozinha da Sardenha, passando por conceitos centrados no ragù, petiscos portugueses e comida saudável.Setembro marca o regresso às rotinas, mas também pode ser uma boa desculpa para voltar a explorar a cidade à mesa. E, neste caso, Lisboa tem novidades de sobra. Nos últimos meses, abriram portas restaurantes que vão do bistrô francês à cozinha da Sardenha, passando por conceitos centrados no ragù, petiscos portugueses e comida saudável.
Luzzi: uma viagem pelas antigas rotas portuguesas
No sexto andar do novo Andaz Lisbon, na Baixa, nasceu um restaurante que decidiu contar a história de Portugal através das suas ligações ao mundo. O Luzzi abriu oficialmente a 15 de abril e tem o chef brasileiro Bruno Alves à frente da cozinha. A proposta parte das influências deixadas pelas antigas rotas portuguesas e junta referências do Brasil, Moçambique, Cabo Verde, Japão e outras geografias numa carta que não se prende a uma única tradição.
A decoração acompanha a viagem: muitas plantas, cores fortes, sofás exuberantes e uma parede pintada com animais e folhagens dão ao espaço um ambiente de selva urbana.
Grenache The Bistro: cozinha premiada
Depois do sucesso do Grenache, aberto em 2019 e distinguido com uma estrela Michelin desde 2025, Philippe Gelfi e Matshaya Pinto decidiram experimentar outro caminho. Nasceu assim o Grenache The Bistro, nos Anjos, pensado para ser uma versão mais descontraída e acessível da cozinha que tornou conhecido o restaurante junto ao Castelo.
Aqui, a inspiração continua a ser francesa, mas os pratos são mais próximos da chamada comida de conforto e feitos para partilhar. A carta passa por clássicos como terrine de campagne, bife tártaro, tutano e risotto verde, sempre com recurso a produtos portugueses e técnicas francesas. A diferença também está no ambiente. Em vez da experiência de degustação do restaurante original, o bistrô quer receber quem procura simplesmente comer bem, beber um copo e ficar à conversa.
Honest Greens, o maior da marca em Portugal
Para quem prefere uma refeição mais leve, há uma nova morada a ter em conta na Avenida da República. O Honest Greens abriu ali o seu maior restaurante em Portugal, com cerca de 1600 metros quadrados e 408 lugares. A nova casa abriu em julho e reforça a expansão da cadeia espanhola na capital.
Apesar da dimensão, a fórmula mantém-se, com pratos preparados diariamente, ingredientes frescos e sazonais e uma carta que inclui Garden Bowls, Market Plates e opções vegetarianas, plant-based, sem glúten e ricas em proteína. HHonest Greens
Submerso e os seus petiscos no Oceanário
O Oceanário de Lisboa também entrou no roteiro gastronómico com uma novidade. O Submerso abriu em julho, com assinatura do Grupo SushiCafé, e propõe uma viagem pela cozinha portuguesa em formato de petisco. A localização, no interior do Oceanário e com vista para o Tejo, ajuda a tornar a experiência diferente.
A carta recupera sabores portugueses e algumas das ligações gastronómicas criadas ao longo das viagens marítimas. Há petiscos para partilhar, ingredientes nacionais e pratos preparados maioritariamente no próprio restaurante, com produtos frescos e sazonais. Entre as opções estão sardinha confitada, cavala curada, polvo, bacalhau à Brás, prego de novilho no pão e outros clássicos portugueses reinterpretados.
Ragù Club, onde o molho importa
Aberto a 16 de julho, no Beato, o espaço gira praticamente todo em torno de um único protagonista: o ragù. A ideia pertence ao italiano Francesco Gia e ao dinamarquês-americano Miles Callahan e nasceu de uma constatação bastante simples, que no anterior negócio de entregas de Francesco, o prato mais pedido era precisamente o ragù.
Em vez de o tratar apenas como acompanhamento de massa, os dois decidiram transformá-lo no centro de uma carta inteira. O resultado aposta sobretudo na cozinha italiana de conforto, com destaque para as lasanhas e outras receitas construídas a partir do molho cozinhado lentamente durante horas.
Há um novo espaço no Chiado chamado Isabella
No Chiado, a novidade chama-se Isabella e ocupa um edifício pombalino com quase dois séculos de história. O restaurante abriu a 16 de maio no espaço que anteriormente recebeu a primeira loja d’A Vida Portuguesa e faz parte do Flora Chiado Apartments.
Na cozinha está o chef Ricardo Leite, que construiu uma proposta centrada no produto, nos ingredientes de época e no trabalho de pequenos produtores. A carta acompanha as estações e combina referências da cozinha portuguesa com uma abordagem contemporânea.
Courage, o espaço que junta duas cozinhas mediterrânicas
Se não consegue escolher entre comida italiana e grega, o Courage resolve o dilema. O bistrô abriu a 7 de julho e junta as duas cozinhas na mesma carta. A proposta permite começar com uma pizzetta, passar para uma massa fresca e, pelo meio, pedir uma salada grega ou tzatziki para partilhar.
O resultado é descontraído e pensado para refeições sem grandes cerimónias. Uma espécie de encontro entre a Grécia e Itália, para onde se recomenda que vá com muito apetite.
Mammarua traz um toque da Sardenha a Arroios
Lisboa já tem muitos restaurantes italianos, por isso o Mammarua faz questão de deixar bem claro que não é apenas mais um. Aberto a 4 de junho em Arroios, o restaurante é dedicado à gastronomia da Sardenha, uma cozinha ainda pouco representada na capital. O projeto nasceu pelas mãos de Marco Cosu, natural da ilha italiana, que depois de passar por vários países acabou por escolher Lisboa para concretizar o sonho de abrir um espaço ligado às suas origens.
O nome Mammarua é uma expressão que significa “a tua mãe” e pretende transmitir precisamente a ideia de comida caseira e de memória. Com poucos lugares, é um espaço mais pequeno e informal, pensado para dar a conhecer os sabores da Sardenha.