Trancas à porta! Estes destinos europeus já estão a limitar o turismo de massas
Com várias cidades debaixo de uma enorme pressão, medidas severas já começaram a ser tomadas.Viajar continua a ser uma das atividades favoritas de milhões de pessoas, mas o crescimento constante do turismo internacional está a criar desafios em alguns dos destinos mais populares da Europa. Atualmente, cerca de 80% dos turistas concentram-se em apenas uma pequena parte dos locais turísticos mundiais, aumentando a pressão sobre habitação, infraestruturas e qualidade de vida das comunidades locais. Perante este cenário, várias cidades decidiram implementar medidas para reduzir o impacto do turismo excessivo e promover um modelo mais sustentável, de acordo com a Travel Green List da revista Wanderlust,.
Barcelona é um dos exemplos mais mediáticos. Após vários protestos relacionados com o aumento do custo da habitação, a cidade anunciou que pretende eliminar, até 2028, as licenças dos alojamentos turísticos de curta duração, incluindo milhares de apartamentos atualmente disponíveis em plataformas como o Airbnb. Já Amesterdão adotou uma estratégia diferente: limitou a abertura de novos hotéis, restringiu o número anual de navios de cruzeiro e criou uma taxa para visitantes que permanecem apenas um dia na cidade. O objetivo passa por reduzir a pressão turística e preservar a qualidade de vida dos residentes.
Também Malta tomou medidas para proteger um dos seus locais mais visitados, a Lagoa Azul, na ilha de Comino. Durante o verão, o acesso passou a funcionar através de um sistema de reservas online, permitindo controlar o número de visitantes em cada período do dia.
Além destes destinos, cidades como Dubrovnik e Santorini também integram a lista de locais que estão a apostar em políticas de gestão do turismo, procurando encontrar um equilíbrio entre receber visitantes e proteger o património, o ambiente e o bem-estar das populações locais.