Dolly Parton começou a “morrer” no dia em que o marido morreu: “Ficou perdida sem Carl”
Dolly Parton morreu aos 80 anos, apenas 17 meses depois de perder Carl Dean, o homem com quem foi casada durante 59 anos. Nos meses que se seguiram à morte do marido, a cantora terá ficado profundamente abalada. Mergulhou no luto e não mais recuperou.Durante quase seis décadas, Carl Dean foi o companheiro de vida de Dolly Parton. Conheceram-se em 1964, casaram dois anos depois e permaneceram juntos até à morte dele, a 3 de março de 2025. Carl tinha 82 anos. A relação cúmplice do casal sempre despertou curiosidade, precisamente por ser pouco habitual no mundo das celebridades.
Dolly tornou-se uma estrela mundial; Carl preferiu manter-se longe dos holofotes. Era assim que gostava de viver e a cantora respeitou essa escolha. Quando morreu, Dolly perdeu também uma rotina que fazia parte da sua vida há décadas. E essa nova realidade revelou-se particularmente difícil para a artista.
Nos primeiros tempos, Dolly tentou manter o ritmo. Continuou a trabalhar, a falar com os fãs e a preparar novos projetos. Mas, segundo pessoas próximas, a mudança era evidente. Uma fonte citada pelo 'RadarOnline' contou que “a morte de Carl tirou-lhe o chão” e que Dolly parecia “perdida” em muitos dias. A mesma pessoa afirmou que a cantora deixou de cuidar de alguns dos hábitos que sempre tivera e que não estava a alimentar-se da mesma forma.
Não era apenas tristeza. Dolly estava a tentar recomeçar a vida sem o homem que a acompanhara durante quase 60 anos. A própria acabou por admitir que a ausência de Carl a obrigou a uma mudança profunda. Numa entrevista ao programa 'Today', em maio de 2025, falou sobre essa dificuldade.
“É uma grande adaptação tentar mudar padrões e hábitos”, reconheceu.Uma frase simples, mas reveladora do seu sofrimento. Depois de 59 anos de casamento tudo tinha mudado. E, apesar de ter uma família numerosa (mas nunca conseguiu ser mãe) e milhões de admiradores, havia uma ausência que ninguém podia preencher.
Carl Dean foi, durante décadas, quase o oposto da mulher. Enquanto Dolly percorria o mundo em concertos, participava em programas de televisão e construía um império, Carl manteve-se praticamente anónimo. Não gostava de acompanhar a mulher em eventos públicos e raramente aparecia ao lado dela. Dolly chegou a contar várias vezes que o marido não tinha qualquer interesse na fama.
Já viúva, Dolly tentou continuar a fazer aquilo que sempre fizera: trabalhar. Mas até a música, que tantas vezes funcionou como escape, se tornou mais difícil. A cantora admitiu que tinha dificuldade em escrever depois da morte do marido. As emoções estavam demasiado presentes e algumas das canções acabavam por levá-la novamente para as memórias de Carl.
Quando a irmã Freida Parton pediu que rezassem por ela, em outubro de 2025, Dolly decidiu responder à especulação à sua maneira. “Ainda não estou morta!”, brincou num vídeo publicado nas redes sociais. Mas, para quem acompanhava Dolly de perto, a mudança era cada vez mais evidente. A mulher conhecida pela energia inesgotável parecia ter perdido parte dessa força. Uma fonte afirmou ao 'RadarOnline' que Carl tinha sido o seu “rock”, ou seja, a pessoa em quem mais se apoiava, muito mais do que o público imaginava.
E há uma razão para isso. Carl esteve presente antes de Dolly Parton se tornar Dolly Parton. Foi seu marido quando ainda estava a construir a carreira, quando o nome Parton ainda não era sinónimo de sucesso mundial e quando a vida era muito diferente da que viria depois. Perdê-lo significou, por isso, perder também uma parte da própria história.