Inês Louro, a advogada oficiosa de José Sócrates, recusou representar o antigo primeiro-ministro invocando “Objeção de Consciência” para não ficar no processo. A advogada, que já foi vereadora do Chega na Azambuja, diz ter "posições contrárias ao arguido", e já assumidas publicamente, que a impedem de o representar.
“Requeri objeção de consciência política por [Sócrates] pertencer a um partido que tem tido uma oposição muito crítica ao Chega", afirmou, citada pela 'CNN Portugal'.
Apesar de ter tomado esta posição, obrigando a um novo adiamento do julgamento de Sócrates, Inês Louro admitiu em 2011, numa entrevista ao 'O Mirante', que "gostaria de conhecer melhor José Sócrates" e que o tinha como "uma pessoa inteligente, competente e com uma personalidade forte".
A advogada de 51 anos foi convocada pelo tribunal para representar Sócrates, esta terça-feira, no julgamento da Operação Marquês, depois de José Preto, advogado do antigo primeiro-ministro, ter sido dispensado pelo tribunal devido a uma pneumonia, segundo apurou o 'Correio da Manhã'.
A juíza suspendeu o julgamento por 5 dias, será retomado no dia 13 de janeiro.