_

- Lei Transparencia - Ficha técnica - Estatuto editorial - Código de Conduta - Contactos - Publicidade
Notícia
Justiça

A enigmática morte do fundador da Mango: acusado de matar o próprio pai, Jonathan Andic quebra finalmente o silêncio

A acusação é clara: matou para ficar com a sua parte da herança e ficar à frente da empresa milionária. Foi detido mas pagou 1 milhão de euros de fiança para poder aguardar em liberdade o desenrolar das investigações.
Por Ana Cristina Esteveira | 27 de maio de 2026 às 10:14
Jonathan e Isak Andic Flash
Isak Andic Flash
Isak Andic, dono da mango, morreu a 14 de dezembro de 2024 Foto: Thibault Camus/AP
Isak Andic morreu aos 71 anos Flash

Jonathan Andic, agora com 45 anos de idade, é um dos filhos do fundador da Mango. Sobre este homem recai a acusação de ter morto o pai, Isak Andic, com 71 anos, que morreu há já um ano quando faziam uma caminhada na Serra de Montserrat, a 50 quilómetros de Barcelona. 

Mais de um ano após a morte - 14 de dezembro de 2024 - as autoridades policiais detiveram o filho do empresário. Acusado de homicídio, Jonathan Andic foi  interrogado pela juíza de instrução do processo e saiu em liberdade diante o pagamento de uma fiança milionária: 1 milhão de euros. 

pub

Sem ser esperado, o acusado resolveu quebrar o silêncio através de uma carta aberta publicada esta terça-feira, 26. Jonathan Andic defende-se e qualifica a acusação contra si como "grave, injusta e infundada". Além disso, aquele que ainda é um dos herdeiros do fundador do gigante de 'fast fashion' espanhol anunciou o seu afastamento temporário do grupo para se dedicar à sua defesa.

pub

“Tomo esta decisão com tristeza, mas convicto de que é o melhor para a empresa e para mim. Abordo este processo com serenidade e firmeza, e preciso concentrar todas as minhas energias em demonstrar a minha inocência”, escreveu  Andic na referida carta aberta.

E continua: "Há cerca de dezassete meses, perdi o meu pai em circunstâncias profundamente dolorosas para mim, para a minha família e para os nossos entes queridos. A esta dor juntava-se o fardo de ter de viver com a acusação mais grave, injusta e infundada que se pode fazer a uma pessoa.” primeira declaração pública sobre o assunto.

pub

Nesta sua primeira declaração pública sobre o assunto, Jonathan Andic acrescentou ainda: “Quero expressar, do fundo do coração, que amei e continuo a amar profundamente a minha família e, de uma forma muito especial, o meu pai. (...) Tal como tantas famílias, também nós passámos por momentos difíceis e complexos, que ultrapassámos com muito esforço, generosidade e apoio”, acrescentando que tem o “total apoio” da sua família e amigos.

Saber mais sobre

Vai gostar de

você vai gostar de...
pub
pub
pub
pub

C-Studio

pub