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Afinal era um médico? A explicação surreal de Donald Trump após ser acusado de blasfémia ao retratar-se como Jesus Cristo

Depois de abrir hostilidades com o Papa Leão XIV, e debaixo de fogo, o presidente dos EUA apaga foto onde surgia 'vestido' de Jesus Cristo e justifica o ato com uma explicação que está a deixar o mundo surpreendido.
Por Hélder Ramalho | 13 de abril de 2026 às 20:08
Trump justifica remoção de foto de Jesus após críticas Foto: Alex Brandon/AP
Foto: Alex Brandon/AP
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O presidente dos EUA apagou a publicação onde surgia a "curar enfermos" como Jesus Cristo, justificando agora o erro com uma interpretação insólita: a de que seria um médico voluntário da Cruz Vermelha.

Trump vestido de Jesus cura doente, após críticas de blasfémia Foto: D.R.
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Donald Trump, 79 anos de idade, volta assim ao centro da polémica, com contradições e desmentidos trapalhões, em que mistura o sagrado e o profano. Após ter incendiado as redes sociais com uma imagem gerada por Inteligência Artificial (IA) onde aparecia à semelhança de Jesus Cristo, num gesto de cura a um doente, o presidente norte-americano viu-se forçado a recuar. Confrontado com a onda de indignação, desde os críticos habituais a apoiantes conservadores, Trump acabou por eliminar a publicação e apresentou uma explicação que surpreendeu.

Questionado na Casa Branca, em Whashington, sobre a intenção de se auto-representar como o Messias, Trump recusou qualquer intenção religiosa. "Achei que era eu como médico, algo relacionado com a Cruz Vermelha", afirmou, sublinhando que o seu papel é, efetivamente, "fazer as pessoas sentirem-se melhor". Para o presidente, as críticas não passam de "notícias falsas", apesar de o registo publicado na sua conta oficial ter mostrado, durante várias horas, uma figura inequivocamente cristã.

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Aliás, esta nova polémica surge na sequência de uma outra, a envolver o Santo Padre. A imagem surgiu precisamente após Donald Trump ter lançado ataques diretos ao Papa Leão XIV, apelidando o Sumo Pontífice de "fraco". A resposta do Vaticano não tardou: assertivo perante a administração americana, o Papa reafirmou a sua missão pela paz, isolando ainda mais Trump perante o eleitorado católico que, desta vez, não perdoou o que muitos consideraram um ato de blasfémia.

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"Há demasiadas pessoas a sofrer hoje, demasiados inocentes foram mortos e creio que alguém deve levantar-se e dizer que existe um caminho melhor", reagiu Leão XIV. "Não tenho medo da administração de Trump. Continuarei a proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho", assumiu ainda o Santo Padre, que se encontra de visita a Argel, naquele que será um périplo pelo continente Africano.

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