Os olhos do mundo viram-se para o pai que encontrou os três filhos mortos! Conheça as teorias que estão a agitar o caso Lindsay
Durante três anos, Patrick Clancy foi sobretudo conhecido como o pai que regressou a casa e encontrou os três filhos mortos. Agora, enquanto prossegue o julgamento de Lindsay Clancy, as atenções viram-se (também) para ele. A cronologia daquela tarde e, sobretudo, a forma como refez a vida depois da tragédia estão a alimentar perguntas e teorias nas redes sociais.Na tarde de 24 de janeiro de 2023, Patrick Clancy saiu de casa, em Duxbury, Massachusetts, para ir buscar medicação para Cora e comprar o jantar da família. Pouco depois das seis da tarde, estava de volta. Entre uma coisa e outra, passou pela farmácia, tentou contactar Lindsay e dirigiu-se ao restaurante ThreeV, em Plymouth. As câmaras de segurança registaram a sua passagem pelo estabelecimento. O percurso foi depois reconstruído durante a investigação através de imagens, registos telefónicos e outros dados.
Quando abriu a porta de casa, encontrou um cenário que nenhum pai deveria alguma vez ter de enfrentar. Cora, de cinco anos, Dawson, de três, e Callan, de apenas oito meses, estavam mortos. Lindsay estava gravemente ferida. A chamada que Patrick fez para o 911 ficou registada e é uma das provas mais marcantes daquele dia. Desesperado, Patrick gritou que Lindsay tinha matado as crianças.
É esta sucessão de acontecimentos que tem estado a ser analisada por quem acompanha o julgamento. E, nas redes sociais, a atenção começou a virar-se para Patrick. Alguns internautas questionam o tempo que esteve fora de casa, as chamadas entre o casal, os movimentos registados pelos dispositivos eletrónicos, incluindo o Apple Watch, e algumas diferenças apontadas entre declarações.
A partir daí, começaram a surgir teorias. Há quem questione se a deslocação à farmácia e ao restaurante demorou realmente o tempo que Patrick descreveu. Outros levantam dúvidas sobre determinados pormenores do seu testemunho. E há ainda quem tenha começado a olhar para aquilo que aconteceu com Patrick depois da morte dos filhos. Porque a vida dele continuou.
Nos meses seguintes à tragédia, Patrick começou a afastar-se de Duxbury. A casa onde a família vivia acabou colocada à venda e, entretanto, deixou Massachusetts. Fez várias viagens sozinho. Segundo a revista People, percorreu países da América Latina e da Europa, numa tentativa de se afastar, ainda que temporariamente, da realidade que tinha ficado para trás.
Poucos meses depois da morte dos filhos, mudou-se para Nova Iorque. Começou uma nova fase profissional e passou a viver no Upper East Side. Foi também nessa altura que Rachel Danis surgiu na sua vida, embora vários internautas acreditem que os dois já se conheciam antes da tragédia.
Rachel é médica especialista em fertilidade e, segundo a informação entretanto divulgada, os dois começaram a namorar cerca de um ano depois da tragédia. Em 2025, ela mudou-se para o apartamento de Patrick. A relação acabou por se tornar mais séria. Em abril de 2026, pouco mais de três anos depois da morte de Cora, Dawson e Callan, Patrick e Rachel casaram-se numa cerimónia íntima no Central Park.
Tudo isto está a ser questionado na esfera digital. Para algumas pessoas, a rapidez com que Patrick vendeu a casa, mudou de cidade, viajou, voltou ao trabalho, iniciou uma nova relação e acabou por casar tornou-se motivo para perguntas. Como é possível reconstruir uma vida tão rapidamente depois de uma tragédia desta dimensão?
Na internet, a pergunta transformou-se, em alguns casos, em suspeita. Surgiram teorias sobre a cronologia, sobre as declarações de Patrick e até sobre a sua vida depois da tragédia. Mas convém realçar que há uma enorme diferença entre aquilo que circula nas redes sociais e aquilo que está no processo.
Patrick não é acusado das mortes dos filhos. Não foi apresentada em tribunal qualquer prova que o envolva nos crimes. As autoridades consideram-no testemunha e vítima e a defesa de Lindsay não está a tentar responsabilizá-lo pelo que aconteceu.