Ter muito dinheiro não basta: os segredos mais bem guardados para conseguir um lugar no exclusivo Baile da Rosa, no Mónaco, ao lado dos Grimaldi
A especialista em protocolo Maria José Gómez Verdú revela alguns dos detalhes secretos que o principado de Alberto II prefere manter reservados entre elites.O Mónaco prepara-se para voltar a ser o centro do glamou internacional. O emblemático Baile da Rosa, que marca o início da primavera entre a alta sociedade e realeza europeias, prepara a sua 70.ª edição, cujo tema é a "Galáxia". Sob a presidência da princesa de Hannover e com o toque de criatividade de Christian Louboutin, a 'Salle des Étoiles', em Monte-Carlo irá transformar-se num cenário cósmico. No entanto, desengane-se quem pensa que basta ter uma conta bancária avultada para garantir um lugar à mesa na companhia dos Grimaldi, mesmo que à distância. Há códigos secretos que é preciso respeitar.
Em entrevista à revista espanhola 'Semana', a especialista em protocolo Maria José Gómez Verdú revelou que o acesso a esta gala é um dos segredos mais bem guardados do principado encantado de Alberto II. "Reduzir o acesso a uma questão de pagamento seria simplificar a sua natureza", explica. Existe um "direito de admissão" exercido com discrição diplomática. O valor que se paga para entrar é apenas o primeiro filtro; o que verdadeiramente conta é a adaptação ao contexto, a trajetória social e a proximidade à família Grimaldi.
Também a indumentária tem códigos muito bem definidos. Para os homens, o smoking é a norma obrigatória. Para as mulheres, a exigência é de 'Grand Soir': vestidos longos, preferencialmente com a assinatura de uma das casas da Alta Costura, que interpretem o tema anual sem cair na banalidade. Segundo a 'Semana', as joias deixam de ser acessórios para se tornarem essenciais, esperando-se peças com história e valor que equilibrem o visual.
Também à mesa há requisitos bem definidos. A gastronomia é desenhada como uma "experiência sensorial completa". O menu, habitualmente de três ou quatro pratos, integra a rosa não apenas na decoração, mas de forma subtil na própria culinária, especialmente na doçaria. Um dos momentos mais fascinantes é a forma como são geridas as emblemáticas flores que dão nome à gala: dezenas de milhar de rosas são preparadas para atingirem o ponto ideal de abertura e perfume exatamente no início da noite do baile.
Num evento tão exclusivo, o comportamento dos ilustres e endinheirados convidados é escrutinado minunciosamente. A discrição é o valor central. Gómez Verdú alerta, nas suas declarações à 'Semana', que o uso excessivo do telemóvel ou tentar forçar interações com a família real são erros graves. No Baile da Rosa, a regra de ouro é ver e ser visto com elegância, respeitando as distâncias que a tradição monárquica impõe, mesmo quando o teto retrátil da sala se abre para revelar o céu do Mediterrâneo.