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Notícia
Drama

"Cândido Mota está internado e é grave, muito. Pode recuperar ou resolver partir", diz um amigo

O radialista mantém-se no Hospital de Santa Maria e o seu estado clínico inspira sérios cuidados.
Por Ana Cristina Esteveira | 25 de abril de 2026 às 11:12
Cândido Mota Flash
Cândido Mota Foto: Arquivo Medialivre
Cândido Mota Foto: Pedro Paiva
Cândido Mota Flash
Cândido Mota Flash
Cândido Mota fragilizado na Casa do Artista com Manuel Luís Goucha Flash

"Cândido Mota está internado e é grave, muito. Pode recuperar ou resolver partir", escreve Luís Osório na sua habitual crónica publicada no 'Diário de Notícias', 'Figura do Dia'. E continua o escritor sobre o antigo radialista e apresentador que está internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

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"Está cansado o homem que, numa madrugada de há uns anos, sentiu o inconfundível bafo da loucura depois de receber o telefonema de um ouvinte no célebre 'Passageiro da Noite', programa em que falava com pessoas incapazes de dormir pelo peso que alombavam. Ninguém fazia aquilo tão bem como ele, era empático, culto, direto, nada paternalista – numa palavra, humano", realça Luís Osório.

E prossegue sobre a notícia falsa que correu sobre a morte de Cândido Mota: "Nas redes sociais, centenas deram a notícia que morrera, algumas delas com responsabilidades, gente que critica as 'fake news', mas que depois propaga o incêndio das falsas notícias sem comprovar a veracidade do que publicam." O também jornalista acrescenta também: "Cândido tinha morrido e uma parte do país celebrou-o enquanto bebia o café da manhã e engolia uma torrada. Estávamos a homenageá-lo como o fazemos com qualquer morte, como carpideiras que precisam desesperadamente de dar nota aos outros da sua tristeza."

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"Deu-me para isto, peço-lhe desculpa. Se somarmos todos os que por nós passam – íntimos e família, amigos e conhecidos, vizinhos, amantes, figuras públicas que nos entram em casa e todos os outros –, concluiremos que pouco ou nada sabemos sobre a maioria. O que nos deixa numa posição desconfortável e sublime: a de estarmos por nossa conta, anónimos para a maioria, como a maioria é anónima para nós. Avançamos livres e desamparados", sublinha Luís Osório.

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E termina: "Pelo menos enquanto aqui estivermos, como o Cândido Mota que está indeciso se parte ou se fica numa madrugada onde continua a ser o melhor entre todos os passageiros da noite."

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